Começou ontem na Universidade Estadual de Londrina (UEL) o IV Encontro de Aids e Saúde Mental, evento aberto tanto para a comunidade acadêmica quanto para qualquer pessoa interessada no assunto. O encontro, organizado pelo Sebec da UEL, movimento Brasil Afroatitude, Núcleo Londrinense de Redução de Danos e Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia), deve reunir cerca de 400 pessoas no Anfiteatro Maior do CCH da universidade. Até sexta-feira, estão programadas mesas de discussões, conferências, oficinas e apresentações relativas à questão.
Segundo a psicóloga Carla Pagnossim, uma das organizadoras, o objetivo do evento é buscar formas de melhorar a qualidade de vida tanto do portador da doença quanto de toda a sociedade, bem como esclarecer a respeito da prevenção. ''A vulnerabilidade em relação ao HIV está o tempo todo na nossa vida. Na questão do risco de se contrair o vírus, o medo e o preconceito, por exemplo, trazem uma preocupação e um desgaste, mas nós costumamos ignorar isso. Além disso, há os problemas enfrentados por quem já tem a doença'', afirma.
Dentre as atividades programadas, a organizadora destaca a conferência sobre propostas alternativas de tratamento e a oficina ''Criatividade e sustentabilidade como transformadores sociais'', ambas ministradas pela artista plástica Silvina Mojana, da ONG Lua Nova, que, através da confecção de tijolos, possibilitou a mulheres da cidade de Sorocaba (SP) a construirem a sua própria casa.
Além disso, hoje cedo bolsistas do programa Brasil Afroatitude, financiado pelo Programa Nacional de DST/Aids, vão relatar suas experiências como cotistas negros em uma universidade pública. ''O projeto ampara esses estudantes e discute a questão racial e a vulnerabilidade'', explica a bolsista Jocimara Pereira, lembrando que, na ocasião, também será realizado o I Encontro Regional dos Bolsistas do programa.
Segundo a psicóloga, há uma preocupação com a vulnerabilidade da população universitária como um todo, já que a maior parte é sexualmente ativa. A feminilização da infecção de HIV e o preconceito, que também envolve a questão do homossexualismo, são outros fatores preocupantes. ''Na universidade, a maioria tem acesso às informações, mas, mesmo assim, é vulnerável, principalmente pelo fato de algumas pessoas acharem que, justamente por ter esse conhecimento, acharem que estão mais protegidas e fora de risco''
As inscrições podem ser realizadas ainda hoje, no próprio local do evento, e são gratuitas. Quem quiser certificado precisa pagar uma taxa de R$5,00. As oficinas também continuam com as inscrições abertas.

Serviço
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3371-4599 ou na seção de Eventos do site da UEL (www.uel.br).

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