Encontro reúne cuidadores
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quarta-feira, 29 de setembro de 2004
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Familiares de pacientes atendidos pelo Sistema de Internação Domiciliar (SID) participaram, ontem, do 5º Encontro Geral de Cuidadores. O evento, realizado na Associação dos Funcionários do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), comemorou o oitavo aniversário do serviço que permite a internação de doentes em suas próprias casas. O SID é vinculado à Secretaria Municipal de Sa©úde.
Como os parentes são fundamentais para o sucesso do sistema, o encontro teve o objetivo de promover confraternização entre essas pessoas. ''É um processo sofrido e que demanda esforço'', comentou o gerente do SID, o médico Luis Fernando Rodrigues. O serviço já atendeu 3,9 mil pacientes. Os 40 funcionários se dividem em cinco equipes e um grupo de profissionais de apoio.
Uma das equipes atende internação domiciliar de pacientes que utilizam medicação por via endovenosa antibióticos na maioria das vezes. Duas delas trabalham com assistência domiciliar a pacientes crônicos. Grande parte dessas pessoas é vítima de derrames.
A quarta equipe realiza cuidados paliativos oncológicos a pacientes com diagnóstico de câncer sem chance de cura. Rodrigues comentou que essas pessoas costumam ouvir que não há mais nada que possa ser feito por elas. ''Mas há muito a ser feito, desde a administração de cuidados para amenizar a dor até acompanhamento para ajudar a encarar a morte'', exemplificou.
A última equipe realiza atendimento domiciliar terapêutico a pacientes doentes de Aids. Neste caso, os profissionais buscam incentivar a adesão ao tratamento e ministrar cuidados paliativos àqueles doentes em estágio avançado da doença.
Médico, enfermeira e auxiliares de enfermagem integram esses grupos. Além desse pessoal, há uma equipe de apoio psicossocial formada por psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, entre outros.
Entre as vantagens do SID, Rodrigues cita a desospitalização precoce, a diminuição do risco de infecção hospitalar, a humanização do atendimento e a liberação de leitos nos hospitais.
A dona-de-casa Claudete Stringheta é cuidadora do SID há cinco anos. Ela responde pela internação domiciliar de sua mãe, vítima de cinco derrames. ''O primeiro foi há 25 anos'', contou. Entre as sequelas, a senhora teve uma perna amputada e desenvolveu mal de Alzheimer.
''No início, tive medo de deixar a segurança do hospital'', afirmou Claudete, que é casada e tem quatro filhos entre 14 e 18 anos. ''Todos eles são mini-enfermeiros'', elogiou. A dona-de-casa comentou que uma das vantagens do sistema é que os cuidados da equipe se estendem à família, ajudando-os a enfrentar a pressão psicológica decorrente da doença. Ela também prefere a rotina atual à vida de eternas idas e vindas do hospital. ''Com ela em casa, voltei a ser mãe e mulher'', ressaltou.


