Há tempos se sabe que tomar vacina não é coisa só de criança. Vários medicamentos imunobiológicos, como os que previnem o tétano, o sarampo, a gripe, a febre amarela e a hepatite B estão disponíveis para adultos na rede pública. Trata-se de uma área, porém, em que as novidades não param. Para discutir o tema, a Associação Médica de Londrina (AML) promove hoje, às 20 horas, no anfiteatro do Hospital Universitário (HU) o encontro científico Serões Brasileiros de Pediatria. O evento vai discutir as conclusões do VI Simpósio Brasileiro de Vacinas, realizado em Curitiba no início do mês.
''A imunização é um dos campos que mais mudam na medicina'', reforça o médico Gerson Zanetta de Lima, coordenador do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) em Londrina, um dos convidados do encontro. O CRIE funciona no Hospital de Clínicas (HC), com o objetivo de oferecer vacinas e imunoglobinas de alto custo não disponíveis na rede pública para grupos especiais de pacientes.
O CRIE também atende pacientes que tiveram reações a vacinas. ''São cerca de 150 casos por ano, mas são muito raros os de maior gravidade. Como todo medicamento, sempre há algum risco de reação, mas poderíamos dizer que, hoje em dia, andar de carro é mais perigoso que tomar uma vacina'', compara Lima.
Atualmente as vacinas encontram-se em sua terceira geração. As da primeira são produzidas com microrganismos vivos e atenuados (como é o caso da BCG contra a tuberculose) ou mortos e inativados (como a vacina contra tosse comprida). As de segunda geração usam antígenos purificados e provenientes de fontes naturais, sintéticas ou recombinantes. Um exemplo é a vacina contra a difteria.
Na terceira geração está a vacina gênica ou de DNA, como a que vem sendo pesquisada pelo farmacêutico bioquímico brasileiro Célio Lopes Silva, chefe do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Há 12 anos ele pesquisa a vacina chamada DNAhsp65, produzida com um pedaço do DNA do agente causador da doença. A DNAhsp65 poderá ser um grande avanço na luta contra a tuberculose e vários tipos de câncer, devendo integrar o rol de imunobiológicos administrados também em adultos.

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