O reitor em exercício da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Wilson Iscuissati, convocou para ontem uma reunião com deputados, prefeitos da Amop e Amsop (Oeste e Sudoeste do Paraná) e presidentes de câmaras municipais para discutir o orçamento 2002 da instituição. Entretanto, apenas dois prefeitos e um vereador de Cascavel aceitaram o convite e participaram do encontro.
Entre os prefeitos estavam o de Assis Chateubriand, Vítor Pestana (PPB), representando a Amop, e o de Francisco Beltrão, Vilmar Cordasso (PPB). Pestana disse que antes de fazer qualquer comentário precisava tomar conhecimento da situação da instituição e repassar à direção da entidade. Já Cordasso afirmou esperar que o campus de seu município não seja penalizado com os poucos recursos repassados pelo Estado.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), Luiz Fernando Reis, acredita que ''alguns não entenderam a gravidade da situação atravessada pela Unioeste''. Para ele, ''ou as regiões Oeste e Sudoeste voltam a abraçar a universidade, ou corremos o risco de não podermos funcionar até o final de 2002''.
Para Wilson Iscuissati, os recursos encaminhados pelo governo do Estado à Assembléia Legislativa destinados à Unioeste são insuficientes para sua manutenção no próximo ano letivo. De acordo com ele, o orçamento aprovado pelo Conselho Universitário para 2002 totalizam cerca de R$ 104 milhões. Já os recursos para a mesma finalidade liberados pelo o Estado, totalizam R$ 68,7 milhões, com o agravante de 21,2 milhões desse total serem provenientes de outras fontes, cujos recursos não estão garantidos.

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