A biopirataria e o comércio ilegal de animais, que chega a movimentar anualmente US$ 10 bilhões no mundo, vão ser discutidos hoje em Foz do Iguaçu. A organização não-governamental Rede Nacional contra o Tráfico de Animais Silvestres (Renctais) está promovendo o encontro, que deve contar com 150 participantes. A ONG auxilia as corporações responsáveis pelo combate do mercado negro de espécimes nativas brasileiras (Polícia e Receita Federal, Ibama, entre outros) e conta com o apoio de outras entidades.
A Renctais aponta a biopirataria e o comércio ilegal de animais como a terceira maior contravenção mundial, perdendo apenas para o narcotráfico e o contrabando de armas. Segundo levantamentos da ONG, somente o Brasil participaria com 10% (US$ 1 bilhão) de toda a venda indiscriminada de animais e principalmente da biopirataria, que engloba o contrabando de essências, folhas, frutas, raízes, insetos e até mesmo veneno de cobras.
Como exemplo do volume de negócios que a contravenção representa, a entidade cita que um grama de veneno de cobra cascavel chega a custar no mercado negro US$ 1,2 mil, enquanto o da jararaca sai por até US$ 600. ‘‘São dados importantes que precisam ser repassados a todos os interessados’’, lembra um dos organizadores, Zalmir Cubas.
Levantamentos da Renctais apontam que um mico-leão-dourado comercializado por US$ 180 no Brasil chega a custar US$ 15 mil em países europeus. A 8ª Oficina sobre o Tráfico de Animais Silvestres será realizada no Hotel Internacional.

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