O Brasil é um dos países com maiores índices mundiais de segurança no tráfego aéreo. A afirmação é do coronel aviador João Luiz de Castro Guimarães, uma das autoridades da aviação brasileira presentes ontem no 1º Encontro Regional de Segurança de Vôo, no auditório da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), em Londrina. Direcionado à comunidade aeronáutica, o evento teve como objetivo difundir a importância da prevenção de acidentes aéreos e discutir exemplos de desastres. O encontro reuniu 150 participantes, incluindo alunos do curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar.
Com a segunda maior frota do mundo, o País obteve redução significativa nos últimos anos. Em 1993, por exemplo, foram 132 acidentes, com 8.757 aeronaves registradas. No ano passado, foram 53 desastres e a frota de 10.645. Em 2003, a frota sofreu prequeno aumento em relação ao ano passado 10.677 aeronaves e foram contabilizados dez acidentes. Para reduzir a taxa, o Departamento de Aviação Civil (DAC) mantém o Programa de Prevenção de Acidentes Aéreos. Uma das ações é a promoção de encontros como o da Unopar.
Chefe da Divisão de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Guimarães revelou que outras iniciativas são campanhas de conscientização de pilotos e proprietários de aeronaves sobre a importância do investimento em segurança. ''Muitas empresas chegam a falir devido às consequências de um acidente, como a perda da imagem e de custos judiciais com indenizações'', revelou.

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