Encontro discute transporte de deficientes
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sábado, 25 de outubro de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Com o objetivo de conhecer melhor os problemas enfrentados pelos deficientes físicos na área de transporte coletivo e também elaborar propostas para melhorar o serviço, foi realizado ontem em Londrina o 1º Encontro Municipal de Transporte Coletivo Acessível a Pessoas com Deficiência.''Pela primeira vez temos a oportunidade de discutir os problemas de transporte do deficiente na cidade'', avaliou Martinha Clarete Dutra, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, entidade que promoveu o Encontro.
Segundo o Conselho, 10% da população de Londrina são portadores de algum tipo de deficiência. Três vans adaptadas fazem o transporte dos deficientes que precisam ir ao médico ou à fisioterapia: ''Infelizmente esses carros conseguem atender apenas 40% das 300 pessoas que solicitam o serviço'', informou Martinha. Outros dois ônibus transportam crianças e adolescentes especiais até as escolas. Somente 11 dos 360 carros que fazem o transporte coletivo da cidade estão adaptados com elevadores.
Para dona Zilmira Pires da Silva, mãe de Márcio Lopes da Silva, 33 anos, portador de deficiência motora, o número de carros que atendem os deficientes é muito pequeno. ''O ônibus adaptado leva meu filho todos os dias para a escola mas quando queremos ir a outro lugar fica difícil pois poucas linhas podem ser usadas por deficientes'', reclamou.
A expectativa do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) é de que na próxima audiência sobre a licitação do transporte coletivo, que acontece esta semana, já sejam definidas algumas soluções. ''Colocar mais ônibus adaptados pode encarecer o serviço, mas é necessário alguma medida'', adiantou. Segundo ele, a prefeitura precisa, primeiro, de um cadastro com o número de deficientes da cidade e aqueles que precisam do serviço.


