Curitiba

Marcelo AlmeidaYmiracy Polak: ‘‘Não somos semi-deuses. Estamos sofrendo as consequências do estresse e consumidos pelo sistema’’O adulto adoece com mais frequência de problemas cardiovasculares, osteomusculares e ortopédicos. Em geral o exercício físico é encarado mais como um produto de consumo do que como uma necessidade. O 2º Seminário Nacional sobre Saúde do Adulto, que começou ontem no Centro de Convenções do Parque Barigui, em Curitiba, promete debater até sexta-feira a qualidade de vida do adulto.
A promoção do evento é do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná, que, através do Grupo de Estudos Multiprofissional em Saúde do Adulto, realizou uma pesquisa em 1994, 95 e 96, entre as pessoas que procuraram os postos de saúde, reunindo dados sobre as doenças que mais atormentam os adultos atualmente.
Para a coordenadora do seminário, professora Ymiracy Polak, o adulto (pessoas entre 16 e 65 anos) é o responsável pelo andamento da sociedade, a sua máquina motriz. ‘‘Mas não somos semi-deuses. Estamos sofrendo as consequências do estresse e consumidos pelo sistema’’, alerta.
Ymiracy argumenta que não existe nenhuma entidade voltada aos cuidados dos adultos. Apenas as crianças e os idosos são alvo de atenção específica. ‘‘Não temos uma qualidade de vida razoável. Não temos casa própria e não conseguimos pagar um seguro-saúde. O corre-corre do dia-a-dia só acumula o estresse, que se manifesta nas mais variadas formas’’, afirma.
Durante o seminário serão apresentados 100 trabalhos de pesquisa e os participantes poderão optar por cinco oficinas e três cursos. O objetivo do encontro é discutir a qualidade da saúde do adulto de uma forma geral e propor maneiras de aliviar o estresse diário.

mockup