Curitiba - Enquanto fala à FOLHA, Delvani sente dor. Quando se levanta, quando come, quando dorme, quando anda, quando fica parada, quando faz qualquer coisa Delvani sente dor. Há 30 anos, sua rotina é a mesma: dor. Dor por todo corpo. Dor insuportável. ''É uma dor difusa, generalizada, que acomete toda a musculatura'', explica.
Delvani de Almeida, 62 anos, sofre de fibromialgia, uma das centenas de tipos de doenças reumáticas catalogadas. Entre as mais comuns estão a artrite reumatóide e a artrose, que são inflamações das articulações, o lupus, a fibromialgia e as doenças da coluna. Esses e outros males foram tema de um encontro que aconteceu durante todo o dia de ontem, em Curitiba.
Organizado pela Associação Paranaense dos Portadores de Doenças Reumáticas (Adore), o encontro reuniu portadores de doenças reumáticas e seus familiares, como parte das comemorações do Dia Nacional de Combate ao Reumatismo (30 de outubro).
Com palestras de profissionais da área a respeito dos diversos problemas reumáticos e assuntos relacionados, a Adore objetivou lançar luz sobre uma série de doenças graves que podem transformar a vida das pessoas em um martírio e, em casos mais graves, torná-las inválidas. Estima-se que quase 3% da população brasileira sofra de doenças reumáticas.
''Queremos fornecer informação sobre esses problemas. Muitas vezes, a pessoa sofre com a dor e não sabe'', explica Delvani de Almeida, presidente da Adore. Além de palestras, o evento ofereceu, para mulheres acima de 55 anos, exames de ultrassom de calcâneo, responsável por detectar a osteoporose, enfraquecimento dos ossos que tem o reumatismo como causa.
Delvani conta que começou a sentir dores quando tinha 32 anos. Em crises mais agudas, entupia-se de remédios. ''Quase morri'', diz, sobre os excessos de medicamentos que ingeria para suportar a dor. Há apenas cinco anos seu problema ganhou um nome: fibromialgia, conhecida como doença da dor. Como todas as doenças reumáticas, não tem cura. Hoje, com exercícios direcionados para o tratamento, ela vive melhor.
O mesmo acontece com advogado Jorge Durval, de 34 anos. Ele, que é vice-presidente da Adore, sofre com doenças reumáticas desde os 12 anos de idade - prova de que o senso comum está errado ao afirmar que reumatismo é doença de ''velho''. Com tratamentos, Durval conseguiu conter o avanço da espondilite, mal que afeta a bacia e a coluna, calcificando-as. ''O mais importante é diagnosticar o mais cedo possível e começar o tratamento'', diz ele.
Serviço:

A Adore oferece informações para todo o Estado.
Rua Mariano Torres, 535 - Curitiba - PR
Horário de atendimento: 13h30 às 17 horas
Telefone: (41) 3082-3904
Site: www.adorepr.org.br

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