A ameaça de bomba atrapalhou o andamento do último dia do curso Socorro de Urgência e Acidentes com Múltiplas Vítimas, que vinha sendo realizado para os cerca de 200 integrantes da 2 Companhia de Polícia Rodoviária desde terça-feira. Ontem, cerca de 60 policiais rodoviários participavam do curso no auditório da Infraero, no Aeroporto de Londrina. Ao saber da ameaça, eles mesmos já iniciaram uma varredura no local para procurar indícios ou a própria bomba, mas nada foi encontrado.
Em decorrência desse contratempo, o curso foi interrompido pouco antes das 11 horas e só seria retomado a partir das 13h30. Nos dias anteriores, a parte teórica era finalizada entre 11h30 e 12 horas, e à tarde havia uma reunião para tratar de assuntos protocolares.
Durante o curso, o capitão Wilson Oliveira Paulino, do Corpo de Bombeiros de Londrina, repassou aos policiais noções de controle, comando e comunicação, entre outros. ''Explicamos quais são as premissas básicas para os policiais se organizarem de modo que possam salvar mais vidas e em menos tempo'', informou o capitão. Segundo ele, enquanto antigamente se priorizava o atendimento a mulheres e crianças nos acidentes graves, hoje a orientação é socorrer primeiro os casos mais críticos. ''A primeira coisa é fazer o isolamento e segurança do local, para que os feridos não piorem e que outras pessoas não sejam expostas a riscos'', orientou.
Saber enxergar a situação de forma mais abrangente, comandar e promover a integração com os demais órgãos que se dirigirem ao local também foram outras orientações dadas pelo capitão. ''Com isso, é possível ajudar a salvar mais vidas e reduzir as sequelas.''
Segundo o sargento Luiz Carlos Veríssimo, o curso vem sendo realizado em todas as seis companhias do Batalhão de Polícia Rodoviária do Paraná, e não tem nenhuma relação com qualquer acidente recente. ''O curso já estava programado para acontecer em todo o Estado. Nós temos vários cursos de primeiros socorros e atendimento de urgência. E este, especificamente, é para capacitar melhor e rever alguns conceitos em acidentes com mais vítimas'', explica.
Um dos participantes do curso, o soldado Edson Monica já atendeu um acidente entre um carro e uma carreta em que o motorista do automóvel foi esmagado. ''Receber orientações sobre como proceder nesses casos nos dá mais segurança no trabalho do dia-a-dia. Aqui é difícil encontrar um policial que não tenha precisado atender uma situação grave. Agora poderemos realizar um atendimento mais qualificado'', avaliou. (Adriana Ito)

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