Luciana Pombo
De Curitiba
A reestruturação da Vigilância Sanitária, inspeções em unidades hemoterápicas e a qualidade da coleta de sangue no País foram alguns dos assuntos discutidos ontem durante o 1º Encontro de Vigilância Sanitária para a macrorregião Sul do Brasil. Cerca de 600 pessoas, entre secretários de Estado e técnicos, estiveram reunidos no Círculo Militar, em Curitiba.
Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Gonzalo Vecina Neto, existe um atraso na produção de ações nacionais, como a capacitação e treinamento de técnicos e atualização de cadastros de indústrias e hospitais que precisam ser fiscalizados. ‘‘Temos problemas nacionais gravíssimos e que só poderão ser resolvidos quando estados e municípios se estruturarem’’, afirmou ele.
Na opinião Vecina Neto, as vigilâncias sanitárias precisam formar um corpo de trabalho antes de pensar em recursos financeiros, que são escassos e serão uma atribuição da agência nacional. ‘‘A maior parte das vigilâncias está mal estruturada e precisa ser mudada’’, afirmou. Entre os principais pontos de fiscalização citados por ele estão a da coleta de sangue e da indústria de alimentos e medicamentos. ‘‘Não podemos vacilar, porque qualquer problema de fiscalização nestas áreas poderá representar um risco de saúde para todo o País’’, alertou. Os estados com maiores problemas, de acordo com Vecina Neto, são os do Norte e Nordeste e o interior de Minas Gerais.
Até o final deste ano, a intenção é reestruturar as vigilâncias sanitárias em todos os municípios brasileiros. Os recursos no orçamento deste ano para a Saúde somam R$ 20 bilhões, sendo R$ 200 milhões destinados para a Vigilância Sanitária.

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