Terminou ontem o I Seminário do Meio Ambiente de Londrina e Região Metropolitana. O evento, organizado pelo Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom) e Santa Casa de Londrina, teve início na última terça-feira e reuniu mais de mil pessoas entre representantes da saúde, meio ambiente e construção civil.
As reuniões discutiram as resoluções 283, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), já em vigor, e 306, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deverá entrar em vigor em junho. Elas determinam que competem aos serviços de saúde o tratamento, transporte e disposição final de seus resíduos, que antes eram responsabilidade do município.
Segundo Nelson Brandão, presidente do Ceal, as discussões da semana culminaram em um documento que será repassado aos 32 municípios que compõem a bacia hidrográfica de Londrina. ''Entre as propostas está a integração entre o plano diretor e o código municipal do meio-ambiente'', apontou.
Para José Roberto Hoffmann, coordenador da Comissão do Meio Ambiente do Sinduscom, cabe à Prefeitura a elaboração de um plano de gestão de resíduos. ''Vamos requerer prazos mais elásticos para colocar as resoluções da Anvisa e do Conana em prática, já que ainda não definimos com certeza quem são os geradores de lixo hospitalar e como serão tratadas as internações domiciliares''.
De acordo com Fahd Haddah, presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina e região, o evento contribuiu para diminuir as dúvidas quanto às resoluções ambientais. ''Chegamos ao consenso de que a legislação deverá ser discutida em conjunto com os órgãos municipais e aplicada de forma gradativa'', finalizou.

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