Diante de vários relatos da imprensa sobre violência dentro das escolas, principalmente contra professores, profissionais da área viram a necessidade de discutir o assunto. Anualmente, o curso de Pedagogia da Universidade Norte do Paraná (Unopar) promove uma jornada para tratar dos desafios da educação. Porém, este ano, o evento que está em sua 6 edição vai discutir o tema ''Violência: Qual o papel da Escola?''. A jornada acontece de 5 a 8 de maio no Auditório Alcides Bueno, campus do Jardim Piza.
Aberto a toda comunidade, a coordenadora do curso, Zuleika Aparecida Claro Piassa, comenta que a experiência dos alunos influenciou na escolha do tema. ''Sentimos a necesssidade urgente de tratar desse assunto, até mesmo em virtude dos vários relatos dos altos níveis de indisciplina presenciados nos estágios obrigatórios por nossos alunos, tanto na educação infantil quanto na fundamental e média. Algum fato de indisciplina, ao menos, eles presenciaram. A agressão é feita de várias maneiras'', explica a professora.
''Teremos a participação de assistentes sociais, pedagogogos da rede pública e projetos sociais, por exemplo. Pessoas que lidam com a violência em diferentes ambientes. São vários olhares para a mesma problemática e relatos de suas experiências e superação'', completou. Segundo ela, o maior problema está na falta de solução para a violência, que antes de tudo é um problema social. ''Os educadores não sabem o que fazer. Por isso, a necessidade de ouvir pessoas que estão construindo o conhecimento e tentando achar soluções.''
''Nos sentimos sozinhos, acuados e sem amparo nenhum. O Estado conta com uma estrutura que não é suficiente para nos atender. Além disso, não aprendemos ao longo de nossa vida acadêmica como trabalhar com essa violência tão explícita. Algumas vezes, recebemos alunos que até mesmo já cometeram algum crime e temos difuldades de saber como agir diante dos demais alunos. A própria escola não tem conhecimento de seus limites. Acabam sendo vários trabalhos isolados e sem nenhum embasamento'', acrescenta a coordenadora.
Conforme a coordenadora, o primeiro desafio da discussão é entender as motivações que dão origem à violência. ''Precisamos identificar se ela é gerada pelos mesmos fatores. Conhecemos alguns deles, mas não sabemos qual influencia mais. Teremos que analisar se cada comunidade tem um fator isolado.'' A partir dessa discussão, de acordo com a coordenadora, será possível levantar dados, a fim de articular futuros projetos de extensão e pesquisas para uma melhor compreensão do problema.
Serviço - Programação e inscrições no site: www.unopar.br

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