Encontro debate socorro à vítima
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sexta-feira, 24 de novembro de 2000
Célia Guerra De Londrina 
O maior erro cometido no socorro à mulher vítima de estupro é levá-la à delegacia sem antes dar-lhe o atendimento médico adequado. A opinião é do médico Osmar Colás, membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e de uma comissão nacional que trabalha pelo atendimento à mulher vítima de violência.
Esse socorro teria uma ação profilática contra gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis e até a AIDS. O médico participa do seminário Combate à violência contra a mulher: construindo redes e parcerias, que termina hoje no auditório do Hospital Universitário e do Sincoval, promovido pela Secretaria Especial da Mulher do Município de Londrina.
A discussão, segundo a secretaria Regina Stella Spagnuolo, quer sensibilizar e capacitar os profissionais que trabalham na área da violência e da mulher, formando uma rede para o atendimento integral à mulher. Osmar disse que nos últimos dez anos houve um grande avanço nesse atendimento por parte dos órgãos públicos, cuja credibilidade promoveu também um aumento nas denúncias.
A secretária Regina disse que Londrina possui um número crescente de registros de violência contra a mulher. Com a criação da Secretaria Especial, e o Centro de Atendimento à Mulher (CAM), a mulher conta com um atendimento privilegiado no acolhimento e no acompanhamento psicológico, social, jurídico e até de reinserção na família e na sociedade. A cada mês são denunciados, em média, 50 novos casos de violência e mais 25 reincidentes.
As discussões continuam hoje com duas mesas-redondas: Aspectos Jurídicos dos Direitos da Mulher: conquistas e desafios e Violência contra a mulher: uma questão de saúde pública. Os debates acontecem no auditório do Sincoval, na Rua Governador Parigot de Souza, 220 - Jardim Petrópolis, a partir das 8h30.


