A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos da Câmara dos Deputados encerrou os trabalhos, no mês passado, mas o relatório final aprovado pelo plenário não agradou à oposição. Para confrontar com o texto do relator Ney Lopes (PFL/RN), deputados de partidos oposicionistas produziram outro relatório em que acusam os laboratórios de superfaturamento de preços e o governo federal de incompetência para fiscalizar o setor.
Para debater com estudantes e profissionais do setor de saúde os resultados da CPI dos Medicamentos, o médico e deputado federal parananese Márcio de Matos (PT) estará em Londrina nesta segunda-feira. Os debates, promovidos pelos estudantes e Conselho Comunitário de Saúde da Região Sul (Consul), acontecem no Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), a partir das 9 horas, e no anfiteatro do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com início às 14 horas.
O deputado considera necessário um controle do Estado sobre os preços dos medicamentos. ‘‘Não é tabelamento de preços, mas um monitoramento’’, explica Márcio de Matos. Ele defende ainda a criação de um laboratório central de medicamentos para o Paraná, nos moldes da Fundação para o Remédio Popular (FRP) do governo paulista, que produz remédios para os municípios daquele Estado com baixo custo.
‘‘O Brasil tem 16 laboratórios públicos, mas apenas dois de grande porte. As universidades estaduais de Londrina, Maringá e Ponta Grossa contam com laboratórios, mas é necessário um laboratório central que abasteça todo o Estado’’, afirma o deputado federal, lembrando que o investimento seria de aproximadamente R$ 80 milhões. ‘‘Estamos negociando com os deputados paranaenses para tentar incluir no Orçamento da União de 2001 os recursos para este projeto.

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