Encontro debate propriedade intelectual de pesquisas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de junho de 2001
De Maringá 
O registro de patentes e a exploração comercial sobre o resultado de pesquisas das instituições públicas de ensino superior do Paraná, está sendo debatido desde ontem em Maringá. O evento reúne representantes de universidades, faculdades e do governo, e quer viabilizar a montagem de um escritório, que cuidaria da propriedade intelectual das pesquisas. O processo de registro de patentes é complicado, mas podemos simplificar atendendo em um só local todo o Estado, diz o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Gilberto Pavanelli.
Ele revelou à Folha que apenas a UEM está com seis patentes em processo de licitação. Uma delas de um medicamento natural para memória. O remédio foi desenvolvido pelo professor Luis Carlos Marques, dentro da UEM, e a patente será vendida por R$ 100 mil. O prazo da licitação termina hoje.
O encontro quer incentivar a exploração comercial dos resultados de pesquisas. Hoje muitas pesquisas concluídas ficam restritas ao meio acadêmico, lamenta Pavanelli. Com o registro da patente, a idéia é colocar os resultados no mercado, garantindo mais uma fonte de renda às instituições de ensino superior. A atitude, acredita o pró-reitor, pode também criar uma via inversa, com a comunidade estimulando a pesquisa aplicada. O encontro termina hoje.


