O registro de patentes e a exploração comercial sobre o resultado de pesquisas das instituições públicas de ensino superior do Paraná, está sendo debatido desde ontem em Maringá. O evento reúne representantes de universidades, faculdades e do governo, e quer viabilizar a montagem de um escritório, que cuidaria da propriedade intelectual das pesquisas. ‘‘O processo de registro de patentes é complicado, mas podemos simplificar atendendo em um só local todo o Estado’’, diz o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Gilberto Pavanelli.
Ele revelou à Folha que apenas a UEM está com seis patentes em processo de licitação. Uma delas de um medicamento natural para memória. O remédio foi desenvolvido pelo professor Luis Carlos Marques, dentro da UEM, e a patente será vendida por R$ 100 mil. O prazo da licitação termina hoje.
O encontro quer incentivar a exploração comercial dos resultados de pesquisas. ‘‘Hoje muitas pesquisas concluídas ficam restritas ao meio acadêmico’’, lamenta Pavanelli. Com o registro da patente, a idéia é colocar os resultados no mercado, garantindo mais uma fonte de renda às instituições de ensino superior. A atitude, acredita o pró-reitor, pode também criar uma ‘‘via inversa’’, com a comunidade estimulando a pesquisa aplicada. O encontro termina hoje.

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