Encontro debate Ovnis no Estado
Maigue Gueths Especial para a Folha
Quem pensa que no Paraná quase não acontecem aparições de objetos voadores não-identificados, os chamados Ovnis, está enganado. Várias pessoas que já foram contatadas, além de pesquisadores, estão relatando histórias que aconteceram no Estado no 19º Congresso Brasileiro de Ufologia Científica, no Edifício Castelo Branco, no Centro Cívico, em Curitiba.
Segundo o ufólogo Carlos Machado, presidente do Centro de Investigação e Pesquisa Exobiológica (estudo da vida fora da terra), os objetos costumam aparecer à noite e em locais ermos, como as serras da Graciosa, da Garuva e Campos Gerais. Há uns dois meses, filmei um objeto que estava em cima do bairro Pilarzinho. Era cilíndrico, branco com luz laranja, que se locomovia da esquerda para direita. Tenho uns 5 minutos de filme, conta Machado, que estuda os ufos há 24 anos. Outra experiência aconteceu no Jardim Social, há três semanas. Várias pessoas telefonaram para o Centro dizendo que estavam vendo um objeto avermelhado com luz giratória azul.
Entre as histórias mais antigas, ele cita o caso Célia Santana, como ficou conhecido. Ela desapareceu em 1985, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, e apareceu no Rio de Janeiro. Hipnotizada, ela contou sobre naves e seres extraterrestres. O mesmo aconteceu com um frentista de posto, em 1987, no Boqueirão, que teria ficado uma hora em contato com extraterrestres.
Aldo Brustolin, do Grupo Ufológico Ponta-grossense, diz que há muitos casos na região dos Campos Gerais. Entre os anos 1980 e 85 houve uma onda ufológica muito grande. Brustolin citou o caso de um objeto enorme que foi visto por cerca de 100 pessoas perto da torre da Telepar, em Ponta Grossa, e que acabou sendo perseguido por dois helicópteros do Exército. O objeto, segundo ele, pousou em uma propriedade particular mas, menos de quatro horas depois, já haviam revolvido a terra e não foi possível fazer nenhuma pesquisa.
O terreno hoje pertence à Emater e há uma plantação de soja. Dentro de um círculo de 60 metros de diâmetro não há nada plantado e, segundo os agrônomos, não adianta plantar porque não dá nada.





