Encontro com secretária frustra diretores de escolas
Érika Pelegrino
A secretária Estadual de Educação, Alcyone Saliba, manteve uma reunião ontem com diretores de escolas estaduais de Londrina e região. O clima geral do encontro foi de decepção. Os diretores reunidos no Colégio Estadual José Anchieta ficaram insatisfeitos com os pronunciamentos da secretária sobre as reivindicações apresentadas pela Associação dos Gestores do Núcleo Regional de Educação de Londrina (Agenlon).
Esta mulher é uma decepção, declarou Arnaldo Garcia, o diretor do Colégio Estadual Francisco Villanueva de Rolândia. Ele reivindicava a entrega do laboratório de informática e da biblioteca que já deveria ter sido feita através do Proem.
A Associação de Pais e Mestres, o Conselho Escolar, a Associação de Moradores e os alunos do curso de Eletrônica Industrial do Colégio Estadual Maria do Rosário Castaldi, no Jardim Bandeirantes (zona oeste de Londrina), também estiveram presentes reivindicando a criação do Instituto Tecnológico e do curso de Eletrônica Industrial.
A criação de ambos, segundo o diretor da escola, Carlos Augusto Genez, foi definida através de acordo entre Secretaria Estadual de Educação e a comunidade, em outubro do ano passado. Os 40 alunos do curso de Eletrônica Industrial, segundo Carlos Genez estão tendo apenas aulas teóricas por falta de instalações adequadas e de equipamentos.
Carlos Genez afirma que a secretária pediu mais um prazo até dezembro, para cumprir o acordo com a comunidade. Até lá vamos tentar um acordo com a UEL (Universidade Estadual de Londrina) para que os alunos façam as aulas práticas lá.
Na pauta de reivindicações do Agelon estão defasagem de recursos humanos, questões pedagógicas e administrativas, e a precariedade das instalações físicas e financeiras. A entidade exige também a agilização dos casos pendentes de liberação de recursos das obras do Proem.
Durante a reunião a secretária afirmou que a situação era difícil devido à falta de recursos financeiros. Mas garantiu que as reivindicações seriam atendidas. Ela disse não ter varinha mágica para resolver as questões levantadas, mas que estava aberta ao diálogo, para junto com vocês encontrar saídas para estas questões. Arnaldo Garcia reclamou: Ela não trouxe nenhuma solução para os nossos problemas.





