Curitiba - Líderes comunitários e representantes do poder público se reuniram ontem na capital, durante a 1ªConferência Municipal de Regularização Fundiária de Curitiba, para avaliar a situação dos moradores de ocupações irregulares e os possíveis meios para a obtenção de títulos de posse.
  De acordo com o assessor especial do governo do estado para Assuntos de Curitiba, Doático Santos, a partir da conferência serão criados comitês nas ocupações para que a questão seja estudada caso a caso. ‘‘Hoje começamos um processo de descriminalização e de eliminação de pendências judiciais das ocupações irregulares de Curitiba’’, afirmou.
  O encontro faz parte das atividades da Rede de Assuntos de Curitiba, formada em dezembro passado, com apoio do Ministério das Cidades, da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná), da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), da Caixa Econômica Federal e do Ministério Público. O promotor do meio ambiente Edson Luiz Peters, representante do Ministério Público Estadual (MPE) na Conferência, afirmou que o exemplo de Curitiba deverá ser ampliado para as outras cidades da Região Metropolitana. Segundo o promotor, o MPE já conta com um departamento de urbanismo e habitação para acompanhar o andamento do programa de regularização.
  A estimativa do governo do estado é de que entre 80 e 100 mil famílias tenham hoje suas casas em até 90 áreas de ocupação irregular em Curitiba e Região Metropolitana, o que totaliza aproximadamente 300 mil pessoas. Grande parte delas está no conjunto Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, e no bairro Guarituba, em Piraquara.

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