Os técnicos da empresa contratada pela distribuidora de petróleo Ipiranga para encontrar os pontos de vazamento de óleo diesel que contaminaram o Rio Cascavel encerraram ontem, em Cascavel, os trabalhos de investigação. Eles constataram que o vazamento de 8 mil litros de óleo ocorrido dia 11 foi originado em um dos tanques subterrâneos, em duas bombas de abastecimento e no filtro que conduz o combustível do tanque até a bomba, no Posto Pegoraro.
O chefe da seção de segurança e meio ambiente da Ipiranga, João David, diz que nem todo o óleo diesel chegou ao manancial. ‘‘Cerca de 7 mil litros permanecem no solo abaixo do Posto Pegoraro’’, disse. João David garantiu que não existe o menor risco desse óleo chegar às galerias pluviais. Ele explica que a tendência é o produto se dissipar pelo lençol freático até desaparecer, mas que enquanto isto não acontecer haverá um monitoramento constante da empresa.
Ele confirmou que toda a instalação subterrânea do Posto Pegoraro será trocada, inclusive, os 14 tanques existentes, atendendo à legislação ambiental. ‘‘Além dos tanques, as novas bombas serão instaladas dentro de uma caixa coletora que evita o contato com o solo’’, acrescentou.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semab) divulgou no final da tarde o valor total dos gastos na contenção do derramamento do óleo diesel. Foram R$ 63,7 mil, divididos entre a Semab, secretaria municipal de Obras e a Sanepar. Ainda não foi definido um prazo para a Ipiranga e o proprietário do posto fazerem o ressarcimento. O IAP fará análises no Rio Cascavel para verificar se as informações da Ipiranga estão corretas. Só então será definido o valor da multa.

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