O corpo do servidor público Édison Arruda Américo, 34 anos, de Londrina, foi encontrado anteontem à noite debaixo da ponte do Rio Couro do Boi, entre Sertanópolis e Ibiporã (norte do Estado). A polícia chegou ao local através de denúncia anônima. O corpo apresentava duas perfurações no crânio, provocadas por arma de fogo, e estava bastante inchado, o que dificultou a identificação.
Segundo o delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio Azevedo, a informação de que havia um corpo próximo de Sertanópolis chegou à polícia pouco depois das 18 h. O translado para o Instituto Médico Legal (IML) ocorreu às 20h30. O pai, um irmão e uma prima do servidor tentaram fazer a identificação, mas ficaram em dúvida se o corpo era realmente de Édison. Foi necessário um exame de arcada dentária, realizado ainda na madrugada de ontem, que confirmou a identidade do servidor público.
‘‘Fica resolvida uma parte do caso, que é encontrar o corpo. Falta agora a autoria do crime’’, disse o delegado. As principais pistas que a polícia tem são fotos e imagens de três homens que sacaram dinheiro da conta bancária de Édison no dia de seu desaparecimento. O Instituto de Criminalística está tentando melhorar as imagens, feitas por um circuito interno de televisão, que não estão nítidas.
Édison Arruda estava desparecido desde de a noite do dia 20 de maio, quando foi visto pela última vez saindo em seu carro da garagem do apartamento onde morava, no Residencial das Américas, zona norte de Londrina. Ele estava acompanhado de três jovens. O funcinário público disse aos familiares que iria a um karaokê. O seu carro, um VW Gol, foi encontrado no dia seguinte, incendiado e faltando as quatro rodas, nas margens do Lago Igapó I.
‘‘Pelo menos nós temos o corpo. Surgiu de forma trágica, não do jeito que a gente queria, mas temos que aceitar isso’’, lamentou Edenilson de Arruda Américo, 30 anos, irmão de Édison. ‘‘Agora acaba uma angústia e começa outra, que é descobrir os autores. Meu irmão foi executado e vou ficar grudado na polícia 24 horas por dia até o bandido ir para cadeia.’’ O corpo de Édison Américo foi enterrado ontem de manhã no Cemitério Jardim da Saudade, zona norte de Londrina.

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