Encontradas larvas de 'Aedes' na UEL
O campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona oeste, sofre com a infestação de uma variante do mosquito Aedes aegypti, o Aedes albopictus. Embora não haja informações de que essa variante já tenha transmitido dengue ou febre amarela, funcionários da Vigilância Epidemiológica do município informaram que a situação preocupa porque o mosquito pode se urbanizar e oferecer riscos, principalmente, as comunidades periféricas.
Ontem à tarde, a Folha acompanhou o trabalho de uma equipe da Vigilância Epidemiológica que estava coletando amostras no campus. Foram encontrados três focos que apresentavam larvas de Aedes. Segundo o coordenador da equipe, Eduardo Gomes dos Santos, as visitas são feitas a cada 15 dias e entre 90% e 95% dos pontos visitados apresentam larvas do mosquito.
Um dos pontos críticos é a piscina localizada no Centro de Educação Física. Com a paralisação dos servidores, que dura quatro meses, a limpeza no local deixou de ser feita. Como o espelho dágua não possui cobertura, a piscina de dimensões olímpicas (50 metros de comprimento por 25 metros de largura) está tomada por girinos, larvas e lixo.
Segundo um vigia, crianças que moram nos arredores da universidade usam o local para se divertirem quando não há seguranças por perto. O coordenador da vigilância disse ainda que há infestações em calhas e nas coberturas de prédioa, principalmente nos localizados no Centro de Ciências Biológicas (CCB).
De acordo com o supervisor de controle de endemias da secretaria municipal de Saúde, Elso Belizário, neste ano foram notificados quatro casos suspeitos no município. No ano passado, foram 115 casos confirmados da doença dentre as 456 notificações registradas.
Em relação à qualidade albopictus do mosquito, Belizário informou que ainda não há registros de que tenha havido contaminação provocada por essa variante nas Américas. Mesmo assim, o supervisor afirmou que a situação é preocupante.
Seis servidores das áreas de transporte, portaria e limpeza do Hospital de Clínicas da UEL, localizado ao lado do campus, organizaram um mutirão para recuperar a área ao redor do prédio, podando árvores, cortando a grama e retirando o lixo. Eles disseram que não estavam furando a greve e que a intenção era cuidar da área próxima ao hospital.





