Encontrada outra peça de roupa de enfermeira
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quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Marccio W. Varella 
Familiares da enfermeira Maria de Fátima Peixoto, 27 anos, acharam ontem a calcinha que ela usava quando desapareceu ao sair da Santa Casa de Misericórdia de Cornélio Procópio no último dia 24 de agosto. A calcinha, encontrada às margens do Rio Couro de Boi, em Sertanópolis, a cerca de cinco quilômetros do centro da cidade, estava manchada de sangue.
A calcinha foi encontrada próximo ao local onde a polícia, no dia 27 de agosto, encontrou o sutiã e a calça jeans de Maria de Fátima, também manchados de sangue. A cerca de 100 metros deste local, a polícia encontrou neste mesmo dia (27) o corpo do médico de Maringá Francisco de Assis Coimbra Júnior, que estava desaparecido desde o dia 22 de julho.
O corpo do médico, identificado pelo Instituto Médico-Legal de Londrina, não foi reconhecido pelos familiares. Atendendo à solicitação da família, foi recolhido material dos pais de Coimbra Junior para exames de DNA que devem ficar prontos em 20 dias. Também está sendo analisada a coluna vertebral para verificar indícios de um acidente.
O delegado-adjunto de Maringá, Roberto Fernandes, acredita que existe relação entre os dois achados. Ontem, a polícia de Maringá iniciou investigações para saber se Maria de Fátima conhecia o médico e se já trabalhou em hospitais de Maringá. Policiais, soldados do Corpo de Bombeiros e familiares estão vasculhando a mata ao redor do rio em busca do corpo da enfermeira.
Ontem, a irmã da enfermeira, Maria de Lourdes Peixoto, prestou depoimento à polícia. Ela disse que Maria de Fátima desapareceu quando saiu do hospital onde trabalha para ir a uma aula de computação no centro da cidade, perto do hospital. No dia do seu desaparecimento, ela não foi assistir à aula.
Ainda ontem, o vereador Basílio Bacarin (PSDB), presidente em exercício da Câmara Municipal de Maringá, avisou o vereador Miguel de Oliveira (PDT), que também é investigador da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, que ele teria de depor hoje sobre o caso da morte do médico Coimbra Júnior.
Em ofício, o delegado Roberto Fernandes avisou à Câmara que quer saber de Oliveira quem o contratou para trabalhar no caso, que informações ele já obteve e por que não as repassou à polícia.


