Curitiba O Conselho Tutelar da Infância de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) localizou a família da menina Steissy, dois anos, encontrada na madrugada de segunda-feira no quintal de uma casa, naquele município. A história contada pela mãe da garota, Kátia Adriane Gonçalves de Oliveira, não convenceu os conselheiros. Por isso, a menina vai continuar em um abrigo da prefeitura até que a Vara da Infância decida sobre o caso.
Kátia procurou o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) anteontem. Encaminhada ao Conselho Tutelar, ela contou que voltava da casa da mãe e, como não havia mais ônibus de madrugada, decidiu ficar no terminal. Com fome, teria saído para comprar um cachorro-quente em, ao retornar, não encontrou a filha.
''Essa história é muito estranha porque ao lado do terminal estão a Delegacia de Polícia, o Conselho e o Pronto Atendimento. Era só ela ir em um desses lugares para pedir ajuda'', diz a conselheira-presidente Marineide Torres Goes. A declaração da mãe de Kátia, Maria José Gonçalves, de que ela seria usuária de drogas e a confirmação dela que toma medicamentos ''quando fica nervosa'', pesam contra ela.
O Conselho encaminhou um relatório sobre o caso para a Vara da Infância. Em anexo, o pedido da avó para obter a guarda de Steissy e suas irmãs, de 4 e 9 anos. ''Se a mãe tem problemas, outras pessoas da família podem cuidar dela. O importante é fazer de tudo para preservar o direito da menina de conviver com sua família'', disse Marineide. A Folha tentou localizar Katia, mas não conseguiu contato.

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