Acadêmicos de enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM) realizaram ontem um protesto para encerrar o acampamento de 16 dias em frente da reitoria. Eles desarmaram as barracas e fizeram o enterro do ‘‘respeito’’ ao curso. Há mais de um mês, os acadêmicos se mobilizam para exigir da universidade a construção de um bloco próprio para enfermagem.
Durante o protesto, alunos e professores vestidos de preto, com narizes de palhaços e segurando velas percorreram parte do câmpus da UEM. ‘‘Estamos anunciando o enterro do respeito e chamando a atenção para o descaso da reitoria e do Estado com o curso’’, disseram os manifestantes. Os acadêmicos também entraram com o caixão no prédio da reitoria para visitar as reuniões do CAD (Conselho Administrativo) e do Cepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão).
No início de junho, alunos e professores interditaram dois blocos do curso que ameaçavam desabar por causa de problemas na estrutura das paredes e telhado. Construídos em pré-moldado há mais de 20 anos, os prédios foram cedidos ao curso em caráter provisório, mas acabaram abrigando as atividades de aulas, salas de professores e de laboratórios de forma permanente.
Desde o início das mobilizações, os acadêmicos tentam um posicionamento oficial da reitoria para a construção de um bloco próprio de enfermagem. O máximo que conseguiram foi a participação em 600 metros quadrados de um bloco que a universidade pretende construir para o Centro de Ciências da Saúde (CCS). ‘‘A revolta é grande porque a enfermagem tem 20 anos de existência, nunca recebeu prioridade, além de ser o único curso do CCS sem um metro quadrado construído’’, contaram os manifestantes durante o protesto.

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