Os funcionários da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT) encerraram ontem a greve iniciada na terça-feira. Em assembléia realizada no início da tarde eles decidiram aceitar a proposta da Cohab de um reajuste parcelado dos salários. A companhia aceitou pagar os 10% reivindicados pela categoria, mas com a condição de dividir o percentual em três parcelas.
De acordo com Ivo Petri, diretor do sindicato que representa os servidores da Cohab, a primeira parcela será paga em janeiro (4%), a segundo em abril (4%) e a terceira em julho (2%). A negociação foi feita direto com a companhia, que tem arrecadação própria, mas dependendo da política que será adotada pela prefeitura para ao rejuste do funcionalismo municipal de um modo geral, a maneira de pagamento desses 10% pode mudar. Segundo Ivo, se a prefeitura decidir conceder um aumento de 10% para os servidores em apenas duas vezes, os funcionários da Cohab também passariam a integrar essa proposta.
Um das principais conquistas foi o abono salarial. O sindicato reivindicava um abono de 50% do salário nominal. Na negociação ficou acertado que esse abono virá em forma de vales-refeição. Cada funcionário vai receber dois blocos extras - em dezembro e janeiro - de R$ 187,00 em vales. Levando em consideração o valor de cada bloco, o abono seria de R$ 374,00. Petri disse que isso acabou beneficiando principalmente os baixos salários.
Também ficou decidido que em janeiro será formada uma comissão paritária para discutir de maneira efetiva e constante os problemas e reivindicações da categoria. A greve durou 36 horas e foi a primeira em 35 anos de Cohab. Petri reconhece que os servidores não conseguiram tudo o que estavam reivindicando. Mas, por outro lado, ele entende que o movimento saiu vitoriso a partir do momento que conseguiu mostrar o poder de mobilização da classe.

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