Encapuzados invadem casa e executam servente de pedreiro
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quinta-feira, 29 de junho de 2000
Osmani Costa De Londrina 
O servente de pedreiro desempregado Ruberlei Fortunato, 21 anos, solteiro, foi assassinado com cinco tiros, na madrugada de ontem, enquanto dormia na casa em que mora com a mãe e dois irmãos, no Conjunto Habitacional Parigot de Souza 3, na zona norte de Londrina.
Ele morreu instantaneamente, não havendo tempo para socorro médico. O corpo será sepultado às 8 horas de hoje, no Cemitério Municipal Jardim da Saudade, também na zona norte da cidade.
Segundo informações prestadas pelos familiares à polícia, o assassinato foi cometido por dois homens encapuzados e com capacete. Eles arrombaram a porta da sala da casa e do quarto em que a vítima dormia sozinho.
A polícia desconfia de acerto de contas ligado ao tráfico de drogas. Os homens entraram na casa atirando com um revólver 38 e uma pistola 45, tendo feito cerca de 15 disparos.
Ruberlei Fortunato, que tinha passagens pela polícia pela prática de pequenos roubos, não teve tempo para reagir. O revólver dele, calibre 38, foi encontrado pela polícia dentro do tênis, embaixo da cama, sem sinais de que fora usado recentemente. O delegado que estava de plantão, Jurandir Gonçalves André, esteve no local do crime.
De acordo com o irmão da vítima, Reginaldo Sérgio Fortunado, os assassinos fugiram em uma motocicleta, sem deixar pistas. Antes da fuga, ambos atiraram também contra Reginaldo, mas não o acertaram.
O inquérito que investigará as circunstâncias do homicídio e sua autoria será presidido pelo delegado do 5º Distrito Policial (DP), Jorge Barbosa.
O corpo do servente foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia e foi liberado em seguida, no final da manhã, para ser velado no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte).
Durante o velório, o tio paterno de Ruberlei, Luiz Mariano, contou que o sobrinho andava envolvido com más companhias há algum tempo. Há poucos meses, homens invadiram a casa dele também de madrugada. Mas entraram no quarto da mãe, Maria Aparecida, se assustaram e foram embora. Agora, voltaram e fizeram o serviço, comentou, ressaltando que a vítima sabia que estava jurado de morte e por isto andava armado. A gente dava conselho para ele largar esta vida e voltar a trabalhar honestamente, mas ele não ouvia ninguém.
Peritos do Instituto de Criminalística também estiveram na casa da família Fortunato, para fazer levantamento sobre a execução. O laudo da peritagem será divulgado nos próximos dias.


