ENADE - Cinco universidades paranaenses comemoram nota máxima
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terça-feira, 12 de junho de 2007
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Em qualquer profissão a formação acadêmica de qualidade é primordial. No caso de quem opta por trilhar os caminhos do futuro pela estrada do Direito não é diferente. Ao sair da faculdade para encarar um mercado que tem seus poucos espaços sendo cada vez mais disputados - o número de cursos de Direito no país, 1083, só é inferior ao número de cursos de administração -, o estudante deve estar muito bem preparado para não derrapar ou até mesmo atolar pelo caminho.
Por isso, a nota cinco - a máxima na escala utilizada - conquistada pelos cursos de Direito de cinco universidades do Paraná, três delas na região Norte, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), é motivo de comemoração para acadêmicos e professores dessas instituições. Principalmente se considerarmos que, ao todo, foram avaliados 69 dos 82 cursos de Direito existentes no Paraná, em um exame aplicado em novembro de 2006, por amostragem, para ingressantes e concluintes de diversos cursos superiores de todo o país, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), cujos resultados foram divulgados nas últimas semanas.
Neste universo de dezenas de universidades, das cinco ''premiadas'' com os conceitos máximos, uma é privada, a Faculdade do Centro do Paraná, da cidade de Pitanga e quatro são públicas: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro (Fundinopi), que tem sede em Jacarezinho.
Reunidos para revelar à FOLHA qual é o segredo para se conseguir a nota máxima no exame, os estudantes e professores da UEL dizem que o fator determinante é o entendimento global do Direito que a universidade procura transmitir aos seus alunos.
''Para nós, que éramos da turma de ingressantes, havia muita coisa no exame que ainda não tínhamos estudado, mas, sabendo os princípios constitucionais, conseguimos resolver diversas questões'', relata o estudante Willis Rodrigues.
Sobre a prova, que mesclou questões objetivas e dissertativas, os elogios são justamente para aquelas que obrigaram os estudantes a escrever, o que pode até causar surpresa para quem pensa que estudante só gosta de questões objetivas. ''A prova foi global. Todas as matérias foram abordadas de maneira muito prática. As questões dissertativas foram importantes para avaliar como nós estamos escrevendo'', conta o aluno Ricardo Feltrin.
''Quero ressaltar o nível do conhecimento de língua portuguesa por parte dos nossos alunos, principalmente em relação aos vernáculos específicos do Direito. Isso foi importante para o bom desempenho deles'', completa a professora Ana Cláudia Duarte Pinheiro.
Na opinião da coordenadora do colegiado do curso de Direito da UEL, Adiloar Franco Zemuner, o bom resultado, que enche de orgulho todo o corpo docente de 85 professores e injeta uma grande dose de entusiasmo nos 1,2 mil alunos de Direito da universidade, é uma consequência de tudo o que a UEL coloca à disposição da comunidade acadêmica. ''Não podemos esquecer de todos os que estão ao nosso redor, cuidando de vários detalhes para que tenhamos condições de fazer o nosso trabalho''.
Para terminar, os alunos lembram que é importante destacar o comprometimento dos professores, que ganham salários considerados baixos e ainda assim mostram grande comprometimento com a sua missão de ensinar. ''Percebemos que nossos professores trabalham por amor e ideologia'', elogia a acadêmica Denise Polizelli.
Por outro lado, os docentes ''rebatem'' dizendo que, não fosse o grande comprometimento dos estudantes, nada disso estaria acontecendo. ''Eles têm senso prático e mobilidade para buscar a resolução de problemas'', finaliza a professora Vilma do Amaral.


