A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai oferecer mais 180 vagas em cursos já existentes e 280 vagas em sete novos cursos que serão criados a partir de 1999, entre eles os de engenharias mecânica, da computação e de alimentos. O aumento do número de vagas e a criação dos novos cursos serão possíveis graças ao empréstimo de R$ 15,1 milhões que deverá ser aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até o início do ano que vem.
O pedido de empréstimo foi aprovado pela Assembléia Legislativa. O pedido, feito em conjunto por outras quatro universidades estaduais e quatro faculdades isoladas, engloba um total de R$ 70 milhões. A Assembléia aprovou todos os pedidos, que agora serão encaminhados para avaliação do Ministério da Educação e Cultura (MEC), em Brasília.
O MEC já deu sinal verde para o pedido da UEM e agora deverá encaminhá-lo ao BNDES. Segundo o reitor Luiz Antonio de Souza, a instituição já concluiu o estudo financeiro. A gestão do reitor Souza termina em outubro de 98: ‘‘Meu sucessor é que irá fazer as reformas na UEM’’.
Com o dinheiro, a instituição vai construir mais 17 blocos - serão mais 36 mil metros quadrados de área construída. Atualmente, a universidade fundada há 25 anos tem 95 mil metros quadrados de área construída - 26 mil são de blocos pré-fabricados levatandos há mais de 10 anos e que estão ‘‘caindo aos pedaços’’, como diz o reitor Souza. Também serão adquiridos construídos novos laboratórios e adquiridos equipamentos de alta precisão.
Como resultado, a UEM poderá criar mais 33 cursos de graduação (tem 26 hoje), 50 de especialização (tem 36), 18 de mestrado (tem 11) e 5 de doutorado (tem apenas 1). Também está incluída a elaboração de projetos especiais para o programa de educação a distância dirigido a professores das redes municipais, estadual e privada do Estado, além de cursos de educação a distância para capacitar profissionais da agroindústria. (M.V.)

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