Empresas vão dar continuidade ao estudo do impacto ambiental
Curitiba
Apesar do governador Jaime Lerner ter determinado a suspensão dos estudos da usina termoelétrica a carvão em Paranaguá, no Litoral paranaense, as empresas privadas Chilgener e Inepar vão dar continuidade ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto.
Segundo o diretor do projeto, Joaquín Cornejo Moya, as empresas querem ter a oportunidade de submeter os estudos à aprovação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), na próxima semana, e realizar os debates públicos estabelecidos na lei.
Nesse estudo ficará demonstrado que nosso projeto é a melhor alternativa - do ponto de vista ambiental e técnico - que hoje tem a região para reduzir seu déficit energético e responder ao crescimento da sua demanda futura, disse ele.
O governador Jaime Lerner determinou à Copel que estude outras fontes alternativas de energia, como a eólica (que aproveita a força dos ventos) , para prevenir o déficit energético. Segundo ele, o Paraná não é o lugar adequado para a instalação de uma termoelétrica a carvão, já que o empreendimento poderia trazer riscos ambientais.
Para o prefeito de Paranaguá, Mário Roque (PSDB), a decisão do governador de suspender o projeto foi mais política que técnica. Há oito meses, o governador criou expectativa de que a termoelétrica seria instalada em Paranaguá. Agora, quando se aproxima uma eleição, ele não quis que a oposição se aproveitasse da usina para depreciar sua figura de ambientalista. Com medo disso, o governador prejudica o município, que poderia gerar 2,5 mil empregos na construção da termoelétrica e 250 empregos diretos na usina, disse ele.





