A Fundação de Meio Ambiente de Maringá (Fundama) firmou ontem convênio com 12 empresas da cidade que vão custear o trabalho de formação dos menores jardineiros. O projeto começou no ano passado e já formou uma turma de 15 alunos. Com o apoio de iniciativa privada, de imediato a escola vai atender 38 menores, todos retirados das ruas e selecionados pelo Trabalho de Encaminhamento do Menor de Maringá (TEMM). ‘‘Nossa meta é chegar a 100 alunos até o final do ano’’, promete o vereador Basílio Bacarin (PSDB), idealizador da escola.
Os menores recolhidos nas ruas são na maior parte de famílias de baixa renda, que não possuem nenhuma atividade. O TEMM faz uma seleção entre os meninos de 14 a 17 anos e encaminha para a escola de jardinagem. Os menores são também matriculados em escolas regulares. ‘‘Somente os que continuam matriculados e frequentando o ensino médio podem permanecer’’, avisa Bacarin. As aulas, teóricas e práticas, são aplicadas por professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e por técnicos da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente.
As empresas entram com a remuneração dos menores, equivalente a 70% de um salário mínimo ao mês. ‘‘Todos acabam contribuindo para formar um cidadão e embelezar a cidade’’, diz ele. As aulas práticas são desenvolvidas no viveiro municipal, ou nas praças e canteiros de avenidas na área central. Depois de formados, os alunos ainda recebem apoio para encaminhamento. O estudante Ronildo Aparecido Ceola, 17 anos, que está frequentando a escola de jardinagem, conta que já trabalhava em um viveiro, mas que está aprendendo técnicas novas na escola da Fundama. ‘‘Depois de formado, vou trabalhar por conta’’.

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