Historicamente submetido a constantes despejos de poluentes, o lago do Parque Ecológico de Cascavel será alvo de um mutirão preservacionista, convocado por órgãos ambientais da cidade. Donos de postos de combustíveis, oficinas mecânicas, lava-carros, autofossas e outros estabelecimentos localizados na região próxima ao lago estão sendo chamados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente para um encontro onde serão discutidas medidas para acabar com os despejos.
A reunião deve ser marcada para a próxima semana. A Secretaria de Meio Ambiente quer acabar, de vez, com os despejos clandestinos nas galerias pluviais. Segundo o secretário Paulo Orso, se todas as empresas estivessem operando regularmente com caixas de decantação de efluentes, a poluição não ocorreria. ‘‘Por isso, a necessidade do mutirão’’, afirmou. Segundo ele, na sequência será realizada fiscalização intensiva, com vistorias minuciosas em todos os locais, para detectar fontes de despejo.
De acordo com o secretário, na área do lago há inúmeras empresas que podem ter ligações clandestinas com as galerias pluviais. Orso disse que, ao longo dos anos, houve diversas autuações por causa disso. ‘‘As autuadas eliminaram as ligações clandestinas mas os despejos continuam, sem que as origens sejam identificadas. Por isso, há a possibilidade de que outros estabelecimentos mantenham a prática’’, explicou.
Nos últimos 10 dias foram detectados dois despejos de poluentes na água, cujos materiais ainda não foram determinados conclusivamente. Para a Sanepar, o poluente foi óleo combustível, mas o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) sustenta ser óxido de ferro, desprendido do solo. Os resultados de exames, feitos através de amostras coletadas, ainda não saiu. Para os órgãos ambientais, há uma grande preocupação com a qualidade da água do lago pois faz parte do manancial de abastecimento da cidade. A Sanepar já foi obrigada a suspender a captação no Rio Cascavel, em algumas ocasiões, por causa da poluição.

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