As oito empresas de mototáxi de Foz do Iguaçu vão entrar na Justiça para garantir o funcionamento do serviço. Segundo o diretor da empresa Mototáxi Iguaçu, Rosevaldo Nantes do Amaral, há algumas cidades paranaenses onde o sistema funciona com liminar judicial. Os donos das empresas tiveram uma reunião com o prefeito Harry Daijó (PPB) anteontem à tarde. Segundo Amaral, o prefeito informou que vai manter a medida da Procuradoria-Geral do Município, que pediu a interrupção do serviço em 10 dias.
Os empresários também foram informados que um novo projeto de lei reconhecendo o serviço só pode ser apresentado no ano que vem, já que o Regimento Interno da Câmara Municipal proíbe duas propostas com a mesma intenção durante o mesmo ano, ainda que ela tenha sido derrubada. ‘‘Nós vamos continuar trabalhando mesmo com a pressão exercida pelos fiscais da prefeitura’’, brinca Amaral.
Segundo ele, cerca 400 pessoas exercem a profissão de mototaxista em Foz do Iguaçu. Ao todo, são 200 motos que fazem o serviço na cidade. A tarifa fica entre R$ 1,00 e R$ 2,50, dependendo da distância a ser percorrida. A Folha apurou que uma corrida de táxi comum entre o centro da cidade e a Ponte da Amizade fica em torno de R$ 12,00. A tarifa do transporte coletivo em Foz do Iguaçu é de R$ 0,65.
Mensalmente, segundo um balancete extra-oficial levantado pelas oito empresas, são feitas cerca 17 mil corridas. Em média, segundo Amaral, cada motoqueiro recebe R$ 750,00, dependendo da comissão e do número de viagens feitas no mês.

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