Empresas terão que ter técnicos ambientais
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Wilhan Santin<br> Reportagem Local 
Até o final de julho de 2007, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) registrou 140 acidentes ambientais no Estado. Nos últimos quatro anos, o IAP aplicou R$ 129 milhões em multas. Outro dado alarmante é a evolução do número de ocorrências notificadas pelo órgão ano a ano. Foram 123 em 2004, 151 em 2005 e 196 no ano passado.
Está na Assemlbéia Legislativa um Projeto de Lei (PL 508/07), de autoria do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, que obriga todas as empresas potencialmente poluidoras a contratarem técnicos em meio ambiente ou profissionais de nível universitário, como engenheiros ou químicos ambientais. O objetivo é prevenir justamente fatalidades contra a natureza.
''Uma vez que o acidente acontece, por mais que existam ações de recuperação, é impossível que o local atingido volte a ficar como estava'', explica o deputado. Ele ressalta também que existe uma quantidade de profissionais no Paraná suficiente para atender à demanda de 18 mil empresas classificadas como potencialmente poluidoras pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Sobre a possibilidade de aprovação do projeto, Cheida se mostra otimista. ''Conversei com diversos setores da sociedade e mesmo as empresas que serão obrigadas a contratar os profissionais especialistas em evitar acidentes ambientais se mostraram favoráveis. O único pedido dos empresários é que a legislação permita que um mesmo profissional seja contratado por mais de uma empresa. Já estamos fazendo essa alteração. Até o fim de 2007 deve acontecer a aprovação''.
Na opinião de Carlos Geirinhas, assessor de presidência da Milenia Agrociências, manter profissionais que trabalhem diretamente na prevenção a acidentes é fundamental para qualquer empresa que possa causar danos ambientais. ''Quem não tiver essa preocupação está com os dias contados no mercado'', ressalta Geirinhas, lembrando que a legislação brasileira é ampla em relação ao meio ambiente. Segundo ele, a Milenia gasta R$ 10 milhões por ano somente para dar a destinação correta aos efluentes que produz.
Com formação em Química e especialista em Direito e Gestão Ambiental, Daniela Campregher, coordenadora de meio ambiente da Milenia, explica que faz parte do dia-a-dia de um profissional da área em que atua trabalhar junto à empresa desde o ''nascimento'' de qualquer novo projeto.
''Se o empreendimento resultar em agressão ambiental ele deve ser modificado ou até vetado. No trabalho do cotidiano também devemos zelar para que os cuidados não se tornem rotineiros. É preciso trabalhar com atenção sempre'', destaca Daniela.


