Empresas terão prejuízo com retirada de outdoors
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terça-feira, 24 de novembro de 1998
Anna Camanducaia 
As empresas de outdoor já se preparam para os prejuízos que devem ter com a retirada de 400 pontos irregulares, alvos da campanha de despoluição visual da prefeitura de Curitiba, que começou ontem. Cerca de 20% estão localizados no centro da cidade e nos bairros nobres - pontos mais procurados para as campanhas. Cada outdoor custa em média R$ 300,00 para o cliente, o que totaliza R$ 24 mil.
A retirada dos outdoors deve ser feita até o final de dezembro. Outros 700 sofrerão adaptações. Hoje, Curitiba tem 1,5 mil outdoors. Com a operação de despoluição visual, terá apenas 1,1 mil.
Ontem, de manhã, as empresas responsáveis pelos pontos começaram a retirar os outdoors. Foram três - nos bairros Bom Retiro, Cabral e Champagnat. O diretor do Departamento do Controle de Uso do Solo, Luiz Fernando de Souza Jamur, disse que o trabalho deve abranger todos os bairros da cidade. As 15 empresas de outdoor que existem em Curitiba têm pontos irregulares na cidade.
A colocação do outdoor deve seguir o Decreto 544/95, que regulamenta a publicidade ao ar livre. É preciso respeitar o zoneamento, sistema viário, recuo e afastamento. Um outdoor nunca deve estar em terreno de obra ou em paredes. Também deve obedecer o afastamento mínimo das construções (1,5 metro) e o recuo da via, que geralmente é de 5 metros.
A Ena Outdoor - empresa do diretor de Assuntos Políticos da Central do Outdoor, Halisson Pontarolla -, perderá 40 pontos na cidade. Sempre vai haver prejuízo, mas, por outro lado, é bom. Quando a oferta é maior, perde-se o poder de barganha.
Pontarolla acredita que as empresas recuperem os 400 outdoors eliminados em um ano e meio. Outra alternativa para compensar as perdas será investir na Região Metropolitana de Curitiba, que, segundo Pontarolla, começa a se tornar atrativa. A ordem é da Prefeitura Municipal de Curitiba e tem o apoio da Central de Outdoor.


