Sem frota própria, as três empresas de mototáxi de Umuarama que recorreram à Justiça para emplacar motos como veículos de transporte tentam encontrar um meio legal de se beneficiar da liminar concedida pelo juiz João Luiz Cleve Machado. O Detran acatou a ordem judicial, mas as motos utilizadas pelas empresas pertencem a particulares contratados para prestar o serviço. A decisão judicial só permite o licenciamento e emplacamento de motocicletas em nome das três empresas que ingressaram com mandado de segurança.
As empresas chegaram a entregar ao juiz uma relação com aproximadamente 60 nomes de mototaxistas que prestam serviço, pedindo que ele ordene ao Detran o emplacamento das motos em nome dos proprietários. Para resolver o problema, os mototaxistas teriam que ingressar no processo como litisconsortes (ação coletiva) ou nomearem as empresas substitutas processuais deles. O advogado das empresas, Lair Carbonera, está estudando uma saída.
As empresas Mototáxi Umuarama, J.B. e Agille impetraram mandado de segurança contra o Detran diante da recusa do órgão em conceder o licenciamento. O Detran proibiu o serviço por considerar muito perigoso o transporte de passageiros em motocicletas. Aproximadamente 15 empresas com cerca de 150 mototaxistas continuam trabalhando clandestinamente. Nenhuma empresa tem frota própria. Todas contratam pessoas que têm motos para fazer o serviço.

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