Representantes de empresas aéreas que operam no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), ainda não estabeleceram um consenso sobre a instalação do ILS-3. O equipamento vai possibilitar aterrissagens com visibilidade zero no terminal e contornar o cancelamento de vôos em dias de nevoeiro.
A assessoria de imprensa da Vasp informou que a implantação de uma versão menos sofisticada do aparelho, o ILS-2, é mais viável para a empresa. ‘‘Não existe a necessidade de se implantar o ILS-3. Nos Estados Unidos são poucos os aeroportos que utilizam este equipamento’’, justificou a assessoria.
Segundo a Vasp, o ILS-3 obrigaria a uma grande mobilização da tripulação e da frota da empresa. ‘‘A relação custo-benefício é muito alta e não vale a pena para uma movimentação de aeroporto pequena’’, respondeu a empresa a uma consulta do Departamento de Aviação Civil (DAC) sobre a conveniência de instalação do ILS-2 ou ILS-3 no Afonso Pena. O ILS-3 é o que existe de mais moderno no mundo em tecnologia para facilitar aterrissagens.
A TAM, de acordo com o gerente da engenharia de operações, Abd El Salam Kishk, só manifestará uma posição oficial na próxima semana, quando a diretoria da empresa se reúne para discutir o assunto. O engenheiro da TAM antecipou que o ILS-3 obrigará a um treinamento constante de tripulação a cada 30 dias. Com o ILS-2, o treinamento é realizado em simuladores na Holanda e Estados Unidos a cada seis meses.
Já na Transbrasil, o ILS-3 encontra aceitação. ‘‘A prioridade número um da Transbrasil é a segurança’’, afirmou o gerente comercial da empresa em Curitiba, Jorge Antônio Santos.‘‘A Transbrasil não se opõe, desde que o governo federal libere as verbas’’, acrescentou Santos. A Varig não quis comentar o assunto e comunicou que o caso está sendo avaliado pelos departamentos jurídico e técnico.
A Infraero, que gerencia a administração dos aeroportos do País, já informou que um equipamento para melhorar as condições de pouso no Afonso Pena será instalado entre o final deste ano e começo de 99. A decisão vai depender de uma reunião organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) prevista para o dia 23 de setembro, em São José dos Pinhais. No encontro, as empresas aéreas serão chamadas para opinar sobre o melhor aparelho que se adapte à realidade do Aeroporto Afonso Pena.

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