Empresas se dividem sobre ILS
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quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Dimitri do Valle 
Representantes de empresas aéreas que operam no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), ainda não estabeleceram um consenso sobre a instalação do ILS-3. O equipamento vai possibilitar aterrissagens com visibilidade zero no terminal e contornar o cancelamento de vôos em dias de nevoeiro.
A assessoria de imprensa da Vasp informou que a implantação de uma versão menos sofisticada do aparelho, o ILS-2, é mais viável para a empresa. Não existe a necessidade de se implantar o ILS-3. Nos Estados Unidos são poucos os aeroportos que utilizam este equipamento, justificou a assessoria.
Segundo a Vasp, o ILS-3 obrigaria a uma grande mobilização da tripulação e da frota da empresa. A relação custo-benefício é muito alta e não vale a pena para uma movimentação de aeroporto pequena, respondeu a empresa a uma consulta do Departamento de Aviação Civil (DAC) sobre a conveniência de instalação do ILS-2 ou ILS-3 no Afonso Pena. O ILS-3 é o que existe de mais moderno no mundo em tecnologia para facilitar aterrissagens.
A TAM, de acordo com o gerente da engenharia de operações, Abd El Salam Kishk, só manifestará uma posição oficial na próxima semana, quando a diretoria da empresa se reúne para discutir o assunto. O engenheiro da TAM antecipou que o ILS-3 obrigará a um treinamento constante de tripulação a cada 30 dias. Com o ILS-2, o treinamento é realizado em simuladores na Holanda e Estados Unidos a cada seis meses.
Já na Transbrasil, o ILS-3 encontra aceitação. A prioridade número um da Transbrasil é a segurança, afirmou o gerente comercial da empresa em Curitiba, Jorge Antônio Santos.A Transbrasil não se opõe, desde que o governo federal libere as verbas, acrescentou Santos. A Varig não quis comentar o assunto e comunicou que o caso está sendo avaliado pelos departamentos jurídico e técnico.
A Infraero, que gerencia a administração dos aeroportos do País, já informou que um equipamento para melhorar as condições de pouso no Afonso Pena será instalado entre o final deste ano e começo de 99. A decisão vai depender de uma reunião organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) prevista para o dia 23 de setembro, em São José dos Pinhais. No encontro, as empresas aéreas serão chamadas para opinar sobre o melhor aparelho que se adapte à realidade do Aeroporto Afonso Pena.


