As duas empresas envolvidas num vazamento de óleo ocorrido em dezembro de 2000 no centro de Foz do Iguaçu foram multadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em R$ 50 mil cada uma. A Irmãos Rafagnin, do setor transporte coletivo, e Texaco, fornecedora do combustível, foram punidas por contaminarem um lençol freático no centro da cidade com cerca de 2 mil litros do produto químico, numa infração considerada gravíssima.

O vazamento de combustível é passível de causar mortandade da biodiversidade, informou ontem o gerente do IAP, em Foz, Carlos Pitton. Os responsáveis pela contaminação podem recorrer da punição em até 30 dias.

O derrame aconteceu em dezembro de 2000, mas foi comunicado ao órgão ambiental somente em julho deste ano, quando a dona de casa Sueli Savaris, 62 anos, denunciou o episódio porque a Texaco estaria demorando para concluir a limpeza.

O proprietário da Irmãos Rafagnin, Sérgio Beltrame, entretanto, vai recorrer da multa pois ''nós só fomos autuados porque não temos contrato com a companhia. Temos somente contrato de comodato do equipamento. Então, a empresa (iguaçuense) é co-responsável, mas a responsabilidade é toda da Texaco''.

O gerente de engenharia da Texaco, Ítalo Eduardo Menegon, disse não ter recebido a multa. Conforme ele, a pena é cabível de recurso porque, entre outros motivos, a companhia tem respeitado as exigências do IAP, como fornecer cópias dos sete laudos feitos por uma empresa contratada para recuperar o lençol. ''Desde dezembro, temos uma equipe na avaliação da área, que sempre foi assistida'', completou Menegon.

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