Empresas são multadas 8 meses após vazamento
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Alexandre Palmar<BR>De Foz do Iguaçu 
As duas empresas envolvidas num vazamento de óleo ocorrido em dezembro de 2000 no centro de Foz do Iguaçu foram multadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em R$ 50 mil cada uma. A Irmãos Rafagnin, do setor transporte coletivo, e Texaco, fornecedora do combustível, foram punidas por contaminarem um lençol freático no centro da cidade com cerca de 2 mil litros do produto químico, numa infração considerada gravíssima.
O vazamento de combustível é passível de causar mortandade da biodiversidade, informou ontem o gerente do IAP, em Foz, Carlos Pitton. Os responsáveis pela contaminação podem recorrer da punição em até 30 dias.
O derrame aconteceu em dezembro de 2000, mas foi comunicado ao órgão ambiental somente em julho deste ano, quando a dona de casa Sueli Savaris, 62 anos, denunciou o episódio porque a Texaco estaria demorando para concluir a limpeza.
O proprietário da Irmãos Rafagnin, Sérgio Beltrame, entretanto, vai recorrer da multa pois ''nós só fomos autuados porque não temos contrato com a companhia. Temos somente contrato de comodato do equipamento. Então, a empresa (iguaçuense) é co-responsável, mas a responsabilidade é toda da Texaco''.
O gerente de engenharia da Texaco, Ítalo Eduardo Menegon, disse não ter recebido a multa. Conforme ele, a pena é cabível de recurso porque, entre outros motivos, a companhia tem respeitado as exigências do IAP, como fornecer cópias dos sete laudos feitos por uma empresa contratada para recuperar o lençol. ''Desde dezembro, temos uma equipe na avaliação da área, que sempre foi assistida'', completou Menegon.


