Da Sucursal
Empresas do Paraná estariam exigindo a nota atingida no Provão do MEC aos candidatos a uma vaga de engenheiro civil. Esta é uma das primeiras consequências sentidas pelos alunos. Outra é a cobrança dos professores para uma nota melhor na próxima prova que será realizada dia 29 de junho.
Alunos formandos do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná assistiram a uma palestra do coordenador do curso, Hamilton da Costa Júnior, sobre os resultados da primeira prova que avaliou alunos, professores e infraestrutura. O curso da UFPR recebeu conceito B na prova feita pelos alunos. Professores e infraestrutura receberam conceito A. Os professores vão cobrar dos alunos um resultado melhor na prova deste ano.
A média das notas dos alunos de todos os cursos de Engenharia Civil do País ficou em 2,45. Segundo o professor, a prova do ano passado foi bem formulada, avaliando os formandos em questões fundamentais. ‘‘Todas as dez questões constam do currículo básico e estava até mais fácil do que uma prova formulada pela universidade.’’
Para a acadêmica Daniele Rocha Loures, a nota dos alunos de Engenharia Civil da UFPR é relativa. ‘‘As faculdades que conseguiram conceito A têm bem menos alunos em sala e os professores conseguem uma aproximação bem maior com todos. As nossas turmas têm mais de cem alunos por sala. Além disso, a prova deveria ser mais específica e não tão técnica’’, argumenta.
Os alunos preferiram não dizer os nomes das empresas que estariam exigindo o resultado do provão para possível contratação. O MEC só divulga os resultados individuais se isso foi solicitado e a nota é enviada para a residência do acadêmico, garantindo o sigilo.
‘‘Mas já sabemos de algumas empresas que começaram a pedir as notas como fator de avaliação para contratação’’, confirma a acadêmica Katia Neira. Para que isso não ocorra como uma forma de pressão os alunos sugerem que as provas não sejam identificadas de nenhuma forma.
No primeiro provão foram avaliados todos os cursos de Engenharia Civil, Administração e Direito. Este ano, além desses, entraram no programa do MEC os cursos de Medicina Veterinária, Odontologia e Engenharia Quimica de todo o País. Os formulários para a avaliação docente e de infraestrutura já foram enviados para Brasília, só faltando o resultado do provão para os resultados finais.

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