Empresas precisam dar a chance da experiência
Londrina - Para a coordenadora geral do Movimento Down, Maria Antonia Goulart, a sociedade está mais aberta, mas, ainda assim, as empresas não têm se esforçado para incorporar os deficientes intelectuais e cognitivos em seu quadro de funcionários. "Ficam focados somente na questão técnica, com receio de os deficientes não conseguirem dar conta do trabalho. Porém, nem dão a chance da experiência", argumenta. E, ao contrário do que pensam, conforme ela, ter uma pessoa com essas características pode trazer muitos benefícios à instituição. "A presença de um deficiente torna a empresa um local melhor de se trabalhar. Os demais funcionários acabam desenvolvendo outras habilidades como diversificação nas formas de comunicação e tolerância."
Além disso, a coordenadora garante que a resposta da sociedade perante à empresa que dá oportunidades aos deficientes é muito positiva. "Isso mostra que a entidade está se abrindo para novos valores e fortalece a relação do cliente com essa diretriz de inclusão." Para o deficiente, a oportunidade é ainda mais significativa. "O trabalho é condição fundamental para o homem no reconhecimento de uma vida produtiva. A efetiva inserção no mercado de trabalho auxilia na formatação de sua autonomia, sobretudo financeira, além da construção de uma vida social e rede de amigos." (M.T.)





