O sindicato que representa as empresas de transportes coletivos urbano e metropolitano (Metrolon) protocolou, na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina, pedido de reajuste da tarifa do transporte coletivo. As empresas, conforme o protocolo, alegam que a crise cambial, com a desvalorização do Real, está provocando aumento de preços em grande parte de seus insumos - principalmente os que têm componentes importados.
Ainda de acordo com as empresas, os aumentos variam de 10% a 20% e atingem chassis, carrocerias, tintas, lubrificantes, peças e acessórios. Com esses índices aplicados sobre a tarifa atual, o valor poderia variar entre R$ 0,88 e R$ 0,96.
O gerente da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gildalmo de Mendonça, afirma que a atual tarifa, de R$ 0,80, já era insuficiente para manter o equilíbrio econômico e financeiro das operadoras quando foi autorizada, em 10 de janeiro - a tarifa era de R$ 0,75. ‘‘Estamos trabalhando há muito tempo com esta defasagem. Mas, como não podemos e não queremos comprometer a qualidade dos nossos serviços, pedimos nova revisão da tarifa’’, argumenta Mendonça.
O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, confirmou o recebimento do pedido apenas das empresas que operam o transporte urbano, a Francovig e a Grande Londrina. ‘‘Sabidamente, pelo menos um insumo utilizado pelas empresas sofreu reajuste de preços nas últimas semanas: o combustível’’, disse Kyosen, informando que encaminhou o pedido à Diretoria de Operações da companhia.
A Diretoria de Operações tem o prazo de 15 dias para elaborar a planilha de custos que vai verificar se há necessidade de reajustar a tarifa. O presidente da Comurb disse, ainda, que a planilha de custos é que vai definir se há ou não necessidade de reajuste da tarifa. ‘‘Não podemos penalizar as empresas com prejuízo, afinal, visam ao lucro. Entretanto, esta decisão só poderá ser tomada depois da elaboração da planilha.’’

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