Empresas pedem aumento da tarifa
Para a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR) o governo é o único responsável pela ausência dos investimentos nas estradas do Anel de Integração. A partir do momento em que o governador Jaime Lerner reduziu as tarifas em 50%, o comprometimento das obras foi uma consequência inevitável, disse Washington Lemos Filho, presidente da entidade que congrega as concessionárias no Paraná.
‘‘Nada além do que já está sendo feito pode ser realizado com a tarifa atual’’, disse Lemos Filho. Ele explicou que em muitos trechos, por conta da vida útil das estradas, a pista e até mesmo os acostamentos estão danificados e só podem ser recuperados com novos investimentos. De acordo com presidente da ABCR, chega um momento em que a simples conservação não resolve o problema, pois o asfalto não suporta mais o remendo.
Ele concorda que a modernização prevista pelo Anel de Integração ainda não aconteceu, e que isso depende da retomada urgente do programa inicial. Entende, que quanto mais demora houver, mais comprometida e deteriorada vai ficar a estrada, exigindo cada vez novos investimentos no processo de restauração. Por conta da ausência de obras da recuperação da pista, hoje as concessionárias estão gastando o dobro do que gastavam há um ano com as operações tapa-buracos.
Lemos Filho defende as concessionárias, afirmando que tudo o que não foi feito e está sendo alvo de críticas dos usuários, faz parte da segunda fase do projeto, que contemplaria a aplicação de recursos em grandes obras. Lembra, no entanto, que quem deve responder é o governo e não as empresas que fazem a administração.
Sobre a questão judiciária, o representante das concessionárias disse que essa é a última defesa de cada uma das partes, cabendo ao entendimento da Justiça definir a atitude correta. Contudo, a busca de uma situação de equilíbrio, que beneficie também o usuário, deve passar pelo entendimento administrativo entre poder concedente e os concessionados, acrescenta.