Empresas pedem 32% de reajuste na tarifa
Empresas
pedem 32%
de reajuste
na tarifa
TCGL e Francovig querem ônibus a R$ 0,99
Osmani Costa
As empresas Francovig e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que operam o sistema de transporte de passageiros no perímetro urbano e distritos de Londrina, aguardam para os próximos dias a resposta da direção da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) sobre a reivindicação de reajuste de 32% na tarifa, elevando-a dos atuais R$ 0,75 para R$ 0,99. O último reajuste ocorreu em maio do ano passado, quando a tarifa subiu 25% - de R$ 0,60 para R$ 0,75.
Os diretores das duas empresas alegam que os reajustes das tarifas não podem mais - como ocorria em anos anteriores - ter relação direta com os índices inflacionários, que andam baixos, em torno de 5% ao ano. Os insumos que compõem o nosso custo - como pneus, combustíveis, chassis, salários de motoristas e outros - têm subido muito acima da inflação, nos últimos anos, afirma Francisco Henrique Francovig, diretor da empresa Francovig, que tem 53 ônibus em operação e transporta perto de 650 mil passageiros por mês.
Segundo o diretor da TCGL, Paulo Sérgio Bongiovani, o pedido de reajuste na tarifa objetiva restabelecer o necessário equilíbrio econômico-financeiro do sistema. Não estamos pedindo um aumento, mas a reposição de uma defasagem que preocupa e começa a inviabilizar os planos de renovação anual da frota, comenta o diretor da Grande Londrina, que tem em operação 225 ônibus e transporta mensalmente cerca de três milhões de usuários.
De acordo com estudos apresentados pelas empresas, o principal problema do setor foi a queda de 11,5% no números de passageiros entre os anos 95/96 e 97/98. No primeiro período, o sistema transportava 4.100.000 passageiros por mês, enquanto que no segundo este número baixou para 3.600.000. Isto tem interferência direta no fator de produção, que é o índice de passageiros por quilômetro rodado (IPK). Infelizmente, ele baixou de 3,52 para 2,62, afirma Bongiovani.
No mesmo período, com a abertura de novas linhas - muitas das quais deficitárias, segundo os diretores - os ônibus das duas empresas passaram a rodar cerca de 400 mil km a mais todo mês. A queda no uso do transporte coletivo se deve, basicamente, ao aumento do desemprego, à chegada de transporte alternativos, como as mototáxis, e à facilidade para a compra de automóveis usados, diz o diretor da TCGL.
Do total de usuários, 16% são estudantes e pagam apenas metade da tarifa. As empresas ainda repassam gratuitamente à Secretaria de Ação Social mais de 110 mil passes por mês, que são utilizados por pessoas atendidas por entidades assistenciais. Caso o reajuste seja concedido, a tarifa de Londrina passará a ser a mais alta do Paraná. Em Foz do Iguaçu, ela subiu recentemente para R$ 0,80. Em Curitiba e Maringá, custa R$ 0,75. (ver quadro).
O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, diz que aguarda a análise da planilha de custos, que está sendo elaborada por técnicos do Departamento de Operações da companhia, para responder ao pedido da TCGL e Francovig. Enquanto os estudos não forem concluídos, não posso opinar sobre a reivindicação. A resposta da Comurb às empresas será dada nos próximos dias, afirma.





