As empresas instaladas às margens do rio Jacutinga negaram à Folha responsabilidade pelos indícios de poluição verificados pela reportagem e pelos agricultores da região.
O gerente de Qualidade Ambiental da Wyni do Brasil, Gilberto Maldonado, disse que o lodo preto encontrado na mata ciliar abaixo da empresa não tem relação com a degradação do rio Jacutinga. De acordo com Maldonado, o líquido decorre de dreno realizado da empresa para permitir a construção de um barracão e se misturou à matéria orgânica abundante no local.
''Isso não é resíduo industrial, naquele lodo tem até larva de mosquito, o que prova a ausência de contaminação'', afirmou.''A gente tem poço para monitoramento da água e se houvesse algum problema ele iria aparecer.''
Sobre o mau cheiro do local, ele alegou que é resultante da mistura de matéria orgânica e água. Maldonado disse ainda que fez análise de PH do líquido negro encontrado na mata ciliar e constatou um nível adequado. ''Deu PH de 6,89, está tudo normal.''
O gerente administrativo do Frigorífico Rainha da Paz, Valdecir Belançon, informou que a unidade entrou em funcionamento há um ano e está passando por processo de licenciamento ambiental.
De acordo com ele, todo efluente lançado no rio Jacutinga passa pela purificação no sistema de represas e tem ''qualidade correta para isso''.''Tenho absoluta certeza de que não há poluição. Todo resíduo passa pela caixa de decantação e as fezes dos suínos são peneiradas e coletadas.''
Belançon disse também que os fiscais do IAP já vistoriaram o sistema de controle ambiental e devem emitir um laudo conclusivo em breve. ''Nós temos uma consultoria ambiental que elaborou esse sistema e o monitoramento está sendo feito corretamente.''(F.C.)

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