Empresas manterão mesmo número de ônibus no Natal
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Algumas pessoas só de ouvirem falar em compras de Natal já ficam animadas. Outras, porém, pensam no estresse do programa que parece divertido, mas não está imune a alguns transtornos como filas no caixa, ''briga'' com outros consumidores na disputa pelas ofertas da banca. Para os usuários do transporte coletivo, uma preocupação a mais nessa época do ano: depois de torrarem o 13º em presentes, o problema é enfrentar o ônibus lotado.
Hoje, por exemplo, no feriado estranho dos 70 anos de Londrina em que bancos e repartições públicas estarão fechados, mas o comércio manterá as portas abertas, consumidores afoitos em gastar e comerciários ávidos em vender terão à disposição uma tabela de horário de ônibus semelhante a utilizada aos sábados pelas duas concessionárias do transporte.
Dos 255 carros que deixam a garagem da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) durante a semana, estarão circulando pelas ruas 150 ônibus. A Francovig dispõe de uma frota de 65 veículos. Semanalmente, 90% desta frota roda pelas ruas da Zona Sul região atendida pela empresa. Hoje, no período da tarde, serão retirados de circulação 30% dos ônibus.
Se o horário dilatado do comércio até às 22 horas agrada os que precisam de mais tempo para as compras, a corrida ao comércio traz uma preocupação na volta para casa. Abarrotados de presentes ou apenas cansados de bater perna atrás de ofertas é hora de queimar a pestana para enfrentar o ônibus lotado.
O que pensam as pessoas que dependem do transporte coletivo? ''Como tem um fluxo maior de gente nesta época do ano deveria ter mais ônibus à noite'', afirma a estudante Tatiane Susy Mori Silva, 26 anos, que utiliza, diariamente, as linhas 202 (Roseira) e 406 (Aquiles).
A expectativa de um aumento de 10% nas vendas neste Natal em relação aos últimos três anos faz a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) esperar que as empresas garantam o transporte dos consumidores. ''Com certeza. Por essa razão, nós comunicamos as empresas, pedindo que façam uma escala prevendo a demanda. Porém, a grande parte dos consumidores prefere fazer compras de carro próprio, o que não influencia no aumento de passageiros nesta época'', acredita o presidente da Acil, José Augusto Rapcham. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Uzier de Carvalho, tem opinião semelhante.
Bem, se você é usuário do transporte coletivo londrinense e pretende ir às compras neste Natal é bom seguir a recomendação da estudante Aline de Souza, 18 anos, usuária da linha 408 (Vila Recreio). A garota enfrenta, diariamente, o microônibus lotado. ''A gente sempre dá um jeitinho quando o motorista pede: 'mais um passinho para trás pessoal, mais um passinho para trás...''


