Empresas já manifestaram interesse na área
Várias empresas já manifestaram interesse na área do aterro do Igapó 2, segundo o prefeito Antônio Belinati. Ele informou que entre eles está a InMont Shopping, empresa do Rio de Janeiro responsável pelo empreendimento Estação Plaza, em Curitiba.
O vereador Renato Araújo (PPB), líder do prefeito na Câmara, comentou que o secretário Gino Azzolini viajou ontem para São Paulo, onde conversaria com um outro grupo interessado na possível licitação. O presidente da Associação Comercial e Industrial, Abílio Medeiros, acrescentou que existem, pelo menos, mais dois grupos interessados na área.
A destinação exata do aterro, que possui cerca de 80 mil metros quadrados, só será conhecida após apresentação do projeto por parte do vencedor da concorrência. A prefeitura tem um anteprojeto, no qual estabelece a área de abrangência do empreendimento (esporte, lazer, cultura, artes etc)
Moradores vizinhos ao aterro aguardam com expectativa uma destinação para o terreno. Se for um projeto bom será muito bem vindo. É preciso fazer alguma coisa para melhorar essa região, comentou a cabeleireira Vilma Maria Duarte. Embora não saiba se o empreendimento irá prejudicá-la, ela prefere arriscar a manter o local como está.
Também o advogado Zaqueu Vilela Berbel, que brigou muito para tentar evitar a construção do aterro, espera que o local tenha uma ocupação o mais rápido possível. Este é um terreno vazio e podem ocorrer invasões. Na opinião dele, o ideal seria a construção de uma área de lazer semelhante ao Zerão.
Para a Associação Ambiental Bandeira Verde, o principal problema do projeto é a destinação de uma área pública à iniciativa privada. Se tivéssemos uma administração competente, aquela área seria revitalizada e serviria à reprodução de animais. Mas estamos diante de mais uma área pública que servirá a interesses de grupos específicos, comentou Eliana Souto, coordenadora de projetos da entidade.
O ex-prefeito Wilson Moreira, responsável pelo aterro no Igapó 2, disse ontem, em entrevista à Folha, que a idéia era, realmente, destinar a terreno para a construção de uma área de lazer. A intenção era mantê-la pública e não destiná-la à iniciativa privada.
O aterro foi feito porque, da avenida Higienópolis em direção à Faria Lima, o desnível do leito era insuficiente para formar um lago em toda a sua extensão, esclareceu Moreira, acrescentando que a lâmina dágua era, praticamente, zero. O ex-prefeito lembrou que o lago 2 foi aterrado três vezes, sendo duas na administração anterior a sua (de José Richa) e uma na sua administração. Antes disso, assegurou Moreira, foram feitas várias drenagens para tentar aumentar a profundidade do lago.





