O prazo oficial expirou há três meses mas a grande maioria dos estabelecimentos em saúde de Londrina ainda não apresentou à Vigilância Sanitária o plano de gerenciamento definitivo do lixo que produzem, como prevê resolução federal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até o final da tarde de ontem, cerca de 150 estabelecimentos apenas haviam entregado seus planos à Comissão de Avaliação do Município.
Num acerto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), confirmado ontem à tarde, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) aceitou continuar coletando as mil toneladas por dia de resíduos potencialmente infectantes até o final do ano. Até lá, os geradores do lixo terão que apresentar uma solução.
O presidente da comissão de avaliação dos planos de gerenciamento na Vigilância Sanitária, Moacir Gimenez Teodoro, explicou que a data estipulada pela Anvisa para entrega do plano era 7 de junho e, desde então, as empresas que não cumpriram a legislação estariam sujeitas a serem intimadas para prestarem explicações ao Município.
De acordo com Teodoro, apenas 150 estabelecimentos de saúde de Londrina entregaram seus planos à Comissão até ontem. A Vigilância comparou que esse número é inferior até mesmo ao total de farmácias e drogarias 195 no final de 2004 existentes em Londrina. O plano é uma garantia de que os resíduos perigosos produzidos pelos estabelecimentos em saúde terão um manejo correto, desde quando são produzidos até a destinação final.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ney Paulo, informou no final da tarde que a diretoria em Curitiba deu sinal verde para o acordo informal fechado com o Município e as empresas geradoras de resíduos que prorrogou o prazo de entrega do plano até o final do ano. ''Isso já vinha acontecendo e agora está oficializado. Foi uma questão de bom seno e agora esperamos que seja encontrada uma solução que represente ganhos a todos'', comentou Ney Paulo.
Assim, a coleta dos resíduos hospitalares classificados como potencialmente infectantes continuará sendo feita pela empresa que presta serviço para a CMTU. Por dia, são recolhidos cerca de uma tonelada de lixo produzido por clínicas, consultório e hospitais. Mas a Companhia Municipal não recolhe resíduos como medicamentos vencidos e de produtos químicos, uma vez que o Município não conta com aterro sanitário adequado para receber esse tipo de lixo. Há cerca de 10 dias, conforme reportagem da Folha, grande quantidade de medicamentos vencidos foi encontrada jogada em um terreno baldio na Zona Norte da cidade. O autor do despejo irregular não foi identificado.
O presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Londrina e região (Sinheslor), Fahd Haddad, não pôde falar com a imprensa porque já havia assumido outros compromissos.

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