Lúcio Flávio Moura
De Londrina
Até terça-feira, as seis empresas que tiveram propostas contestadas pelas concorrentes poderão se defender por escrito à Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), que fiscaliza o processo de compra dos equipamentos do Hospital Municipal São Lucas, fechado desde setembro de 1998.
Das 20 empresas que disputam a concorrência pública, duas já foram eliminadas pela própria comissão fiscalizadora, por apresentarem propostas fora das normas.
Depois de analisar as defesas dos pedidos de interposição, a comissão deve publicar em edital a lista dos vencedores. São 41 equipamentos, que devem custar cerca de R$ 100 mil, bancados por verbas federais e completadas com recursos municipais. Os mais caros são: mesa cirúrgica, autoclave horizontal, respirador mecânico, aparelho de anestesia, ventilador eletrônico e oxímetro de pulso.
O atendimento ambulatorial e de pronto-socorro foi deslocado para o Centro de Saúde, que também passa por reformas. Pacientes que necessitam de internação, continuam sendo encaminhados para hospitais de municípios vizinhos. Casos mais graves dependem de vagas nas UTIs dos hospitais de Londrina.
A previsão do secretário municipal de Saúde, Antonio Roberto de Souza, é que a unidade, de 35 leitos, recomece a funcionar em março, assim que os novos equipamentos sejam instalados. A remodelação do prédio, construído nos anos 50, foi finalizada na última semana de novembro e consumiu R$ 150 mil. A demora nas obras foi ocasionada por atraso do governo do Estado nos pagamentos para a Paula Construções e Empreendimentos, empreiteira responsável pela obra.

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