Empresas fazem apelo ao governador
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sexta-feira, 05 de setembro de 1997
Vânia Moreira 
Umuarama
Os mototaxistas de Umuarama fizeram seguro contra acidentes e pretendem conseguir autorização do Detran e da prefeitura para trabalhar. O seguro, previsto na lei municipal de regulamentação do mototáxi, era uma das exigências para as empresas obterem alvará da prefeitura para funcionar.
Os contratos das empresas Mototáxi Umuarama e JB foram firmados com uma seguradora de São Paulo. Mas anteontem, o prefeito Fernando Scanavaca (PPB) disse que o seguro não basta. Para obter o alvará, os mototaxistas terão que conseguir, antes, o licenciamento junto ao Detran.
O órgão proibiu o serviço no Estado por considerar a motocicleta um veículo inseguro demais para o transporte remunerado de passageiros. Para os mototaxistas, o conflito estará resolvido segunda-feira, quando entrarem em vigor novas normas de trânsito que atribuem ao município a competência para autorizar ou não o transporte remunerado de passageiros.
Segundo o dono da Mototáxi Umuarama, Jackson Groto, o seguro garante R$ 35 mil de indenização em caso de morte ou invalidez do passageiro e cobre até R$ 2,5 mil de despesas hospitalares. Além disso, as motos contam com seguro obrigatório, exigido de todos os veículos.
Em caso de acidente, o Estado paga às vítimas indenização e despesas com médico. O seguro particular vai custar R$ 48 mensais por moto, mas não compromete o lucro do negócio, garantem os mototaxistas.
Eles não aceitam a proibição do serviço. Alguns mototaxistas já entregaram carta pedindo o apoio do governador Jaime Lerner e também estiveram no Detram em Curitiba para tentar obter autorização para trabalhar. Mesmo com o serviço proibido, a maioria das 15 empresas e quase 200 motos continuam trabalhando clandestinamente.
Nos últimos 15 dias, foram registrados dois acidentes envolvendo mototaxistas. Num deles, uma manicure quebrou o braço e tenta agora receber da empresa a renda que vai deixar de ganhar - cerca de R$ 800 por mês - nos próximos três meses em que não poderá trabalhar.


