Pelo menos oito empresas ‘‘fantasmas’’ estão fazendo o trabalho de vigilância particular pelas ruas de Campo Mourão. A revelação foi feita anteontem à noite pelo procurador-geral da prefeitura, Roberto Ribeiro de Castro. Segundo ele, são empresas que não têm alvará da prefeitura nem autorização das polícias Civil e Federal para atuar no ramo. A vigilância é feita na ruas e cobra taxas – geralmente de R$ 10,00 – dos moradores interessados.
‘‘O que existe não passa de picaretagem e de estelionato’’, disse Castro durante reunião do Conselho Comunitário de Segurança. O advogado da prefeitura afirmou que apenas uma empresa está atuando de forma legal. Ele aconselhou que quem for procurado por alguma empresa de vigilância particular deve consultar a Ouvidoria Geral da prefeitura ou a delegacia de polícia. ‘‘Não se pode entregar a segurança da própria casa para qualquer pessoa’’, disse.
A reunião de anteontem do Conselho Comunitário de Segurança também discutiu a proposta de criação de uma guarda municipal em Campo Mourão. O presidente do conselho, Walter Batista Santos Júnior, disse que a idéia é fazer com que essa guarda assuma o policiamento de trânsito na cidade para que os atuais policiais militares que trabalham na área passem a atuar na prevenção à criminalidade.
A princípio, porém, a proposta foi considerada inviável pelos representantes da prefeitura que participaram da reunião. Um dos problemas seria o custo de manutenção da guarda, que exigiria equipamentos e treinamentos.

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